quinta-feira, 7 de abril de 2011

A VOZ DO PASTOR

CAMINHADA QUARESMAL.
01/04/2011

Na caminhada cristã, é sempre de fundamental importância a revisão de vida, pelo chamado exame de consciência . Como se procede nas atividades comerciais, devemos recorrer ao “balanço” espiritual, para à averiguação dos lucros ou prejuízos. Em nossa caminhada quaresmal, igualmente muito oportuno examinarmo-nos quanto à nossa conduta, no decorrer de todo este período tão marcante em nossa vida cristã. No tempo quaresmal, a Santa Igreja assim nos convida a oração:” Hoje, se ouvirdes a sua voz, não fecheis o vossos corações”. São palavras do salmo 94, onde o salmista nos desperta para a fiel acolhida à Graça Divina, sem jamais incorrermos na censura do Senhor: “ Eis um povo extraviado, seu coração não conheceu os meus caminhos.” (Sl 94) Na preparação para a Semana Santa, o mistério da cruz do calvário se destaca com o brilho fascinante do amor infinito de Jesus, e como força motivadora para os frutos a ser colhidos no progresso espiritual. Disse-nos o Mestre: “ Se Eu for erguido da terra, atrairei tudo para Mim.”( Jo 12,32 ) Com o olhar do coração dirigido para o Divino Crucificado, o esforço da conversão é superado mais facilmente, não obstante a renúncia heróica à nossa vontade rebelde. Através do profeta Joel, o Senhor Deus nos admoesta:” Voltai para Mim, com todo vosso coração: rasgai o coração com o arrependimento, e voltai para o Senhor vosso Deus.” ( Jl 2, 12-13) Este é o critério para avaliarmos os verdadeiros frutos a serem colhidos pela resposta de amor ao Deus que nos amou primeiro: perseverarmos com mais constância , a contemplar, com o máximo enlevo, a deslumbrante misericórdia de Jesus, sacrificado no calvário pelos pecados de toda a humanidade. Do alto da cruz, Jesus parece repetir-nos o desabafo amargurado do profeta Jeremias: “ Ó vós todos que passais pelo caminho, considerai e vede se existe dor semelhante à minha.” Sob pena de nos deixarmos levar por injustificável ingratidão, jamais nos esqueceremos do titulo de Jesus, em razão dos acerbos sofrimentos pela redenção de todos: “ O homem das dores”. Assim compreendemos o edificante exemplo dos santos a aprender no livro da cruz a fiel resposta de gratidão ao Senhor Deus, extasiados perante a maior prova de amor. Com muita razão se afirma não podermos atestar o verdadeiro amor a Deus, se conosco não trouxermos a disponibilidade para suportar toda a cruz e sacrifício, na busca de total conformidade com a agrado da vontade divina. A Santa Quaresma é o tempo de graças abundantes. Não as recebamos sem os frutos espirituais de autêntica mudança de vida, como prova efetiva de terno reconhecimento perante as graças de redenção proveniente da cruz bendita do Santíssimo Salvador.

Campos, 03/04/2011. Dom Roberto Gomes Guimarães

Bispo Diocesano de Campos


domingo, 3 de abril de 2011

PUBLICAÇÃO DE COMENTÁRIOS

Aviso

Atendendo a constantes pedidos, agora está ativo a publicação de comentários.

APROFUNDAMENTO LITÚRGICO

ENTENDENDO A SANTA MISSA

Tipos de Missa

A missa pode ser celebrada com diversas intenções:

Missa em Ação de graças

O devoto solicita ao sacerdote que seja celebrada uma Missa por uma graça alcançada.

Missa de defuntos

Também chamada missa de Réquiem. O celebrante roga a Deus pela alma daquele que faleceu. Muitas vezes é celebrada em datas determinadas, tais como, no momento do funeral (Exéquias ou Missa de corpo presente), no sétimo dia, no trigésimo dia e no aniversário da morte.

A Missa também pode ser qualificada conforme as circunstâncias da sua celebração:

Missa campal

A Missa celebrada em grandes áreas abertas para concentração de grandes multidões.

Missa solene

Nome geralmente dado à missa celebrada por vários ministros, com maior duração e solenidade, por ocasião dalguma festa ou ocasião especial.

Missa pontifical

É a missa solene presidida pelo Bispo na catedral ou em outra igreja importante, com a participação de presbítero, diácono e outros fiéis.

Celebração da Santa Missa

Ritos Iniciais:

Reunida a assembléia que vai participar na missa, o presidente da celebração (um presbítero ou um bispo) dirige-se para o presbitério com os outros ministros e acólitos. Saúda o altar com a vénia, inicia a missa com o Sinal da Cruz e saúda a todos os presentes.

Segue-se o ato penitencial, em que todos os participantes pedem a Deus o perdão por seus pecados, para melhor celebrarem a Eucaristia. Para isso, utiliza-se a Confissão ou outro texto. Segue-se o Senhor tende piedade, Cristo tende piedade, senhor tende piedade, ou na forma solene o Kirie Eleison, tríplice invocação a Cristo.

Nos domingos (exceto no Advento e na Quaresma), solenidades e festas, reza-se ou canta-se o Hino de Louvor (Glória a Deus nas Alturas).

Por fim, o presidente convida todos à oração dizendo Oremos e diz a oração coleta.

Liturgia da Palavra:

A Liturgia da Palavra centra-se na proclamação, escuta e meditação da Palavra de Deus contida na Bíblia.

Apresenta a seguinte estrutura, nos domingos e nas solenidades:

- Primeira Leitura - Leitura do Antigo Testamento (no Tempo Pascal, dos Atos dos Apóstulos).

- Salmo Responsorial, versículos de um Salmo intercalados por um refrão, dito por todos.

- Segunda Leitura - Leitura do Novo Testamento.

- Aclamação ao Evangelho: Aleluia (3x) (ou outro texto, na Quaresma).

- Leitura do Evangelho.

- Homilia, feita pelo presidente da celebração.

- Profissão de fé (recitando o Credo)

- Oração dos Fiéis, também chamada Oração universal ou Preces dos Irmãos.

Nos outros dias que não Domingos e solenidades, fazem-se apenas duas leituras, uma do Antigo ou do Novo Testamento e uma do Evangelho. A Homilia é opcional, assim como a Oração dos fiéis, e geralmente não se faz a Profissão de Fé.

O lugar próprio de proclamação das Leituras, do Salmo responsorial e da Oração dos fiéis é o ambão. As leituras são proclamadas por um leitor, exceto o Evangelho, que é pelo presbítero ou, na sua falta, por um diácono.

Liturgia Eucarística:

É a parte mais importante da Missa, pois contém a sua parte central, a Consagração (oferta e Comunhão do Pão e do Vinho). Onde o pão e vinho, segundo a fé católica, se tornam o Corpo e Sangue de Jesus Cristo.

Após a Oração dos fiéis, são trazidos ao altar o Pão e o Vinho, podendo ser também trazidas ofertas para a Igreja ou para os necessitados.

Tomando o pão e depois o vinho, o presidente da celebração apresenta-os a Deus, dando graças por esses dons. Pede a Deus a purificação, pelo ato simbólico de lavar as mãos. Por fim, pede a oração de todos para a ação que se vai seguir e proclama a Oração sobre as Oblatas ou Oferendas.

O sacerdote então diz então o Prefácio, que começa com um diálogo entre o presidente e a assembléia. Segue-se o texto do prefácio, variável, que é uma oração de Ação de Graças, terminando com a aclamação do Santo, ou na forma solene o Sanctus, cantada ou proclamada por todos.

Oração Eucarística:

Segue-se a parte central da Missa, a Oração Eucarística, também chamada Cânon ou Anáfora. Em todos os ritos há diversos textos aprovados para este momento.

Após umas palavras de ligação mais ou menos longas (chamadas Post Sanctus ou Vere Sanctus), o sacerdote invoca o Espírito Santo sobre o Pão e o Vinho, pedindo que Ele o transforme no Corpo e Sangue de Cristo, momento conhecido por Epiclese ou Transsubstanciação.

É então o momento da Consagração, em que o sacerdote reproduz as palavras e os gestos de Jesus na Última Ceia. Segundo a fé da Igreja, neste momento Cristo torna-se realmente presente no Pão e no Vinho. O sacerdote eleva cada um dos dons para adoração dos fiéis, adora ele mesmo e no fim todos aclamam.

Segue-se a Anamnese, memória dos acontecimentos da Salvação (nomeadamente a Paixão, Morte, Ressurreição e Glorificação de Cristo) e a Oblação, oferta do Corpo e Sangue de Cristo como sacrifício de Salvação, à semelhança do sacrifício da Cruz.

Após diversas intercessões pela Igreja (pedindo também pelo Papa, pelo Bispo local e por todos os que a servem), pelos defuntos e pelos vivos, fazendo ainda memória da Virgem Maria, dos Apóstolos e dos Santos, a Oração Eucarística termina dando glória a Deus, através da chamada Doxologia final.

Estes elementos estão presentes em todos os textos da Oração Eucarística, podendo a sua organização e estrutura mudar apenas conforme o texto empregado.

Rito da Comunhão:

O sacerdote introduz o Pai Nosso, que todos rezam em conjunto. O sacerdote continua com o chamado embolismo e todos concluem.

Segue-se a oração pela Paz, o sacerdote deseja a paz a todos os presentes e, se as circunstâncias o aconselharem, os participantes trocam entre si o gesto da paz.

O sacerdote parte o pão consagrado, enquanto os fiéis cantam ou recitam o Cordeiro de Deus, ou na forma extraordinária Agnus Dei. Por fim, tomando o Pão e o Vinho, apresenta-os aos fiéis, e todos confessam a sua predisposição para o pecado, mas igualmente a confiança na Misericórdia de Deus.

O sacerdote toma então o Pão consagrado e o Cálice, e distribui-os de seguida aos presentes, podendo para isso ser ajudado por um presbítero ou diácono, ou quando necessário, por um leigo para isso habilitado.

Os fiéis comungam da Hóstia Consagrada ou, se o momento for propício, da Hóstia e do Cálice.

Quando todos tiverem comungado, os objetos utilizados são limpos e arrumados. Neste momento o coral e a assembléia fica em um tempo de silêncio em Ação de graças.

O Rito da Comunhão é concluido com a oração depois da Comunhão.

Ritos finais:

Seguem-se, se for necessário, avisos aos fiéis.

Por fim, o presidente da celebração invoca sobre todos a bênção de Deus e o diácono, ou na sua falta o próprio presidente, despede a assembléia.

Fonte: Wiki Canção Nova

quarta-feira, 30 de março de 2011

CATEQUESE COM PAPA BENTO XVI

Cidade do Vaticano, 30 mar (RV) - O Papa Bento XVI encontrou-se na manhã desta quarta-feira com os fiéis e peregrinos de todas as partes do mundo durante a habitual audiência geral na Praça São Pedro. Na sua catequese desta manhã o Santo Padre falou sobre Santo Afonso Maria de Ligório, bispo, doutor da Igreja, insigne teólogo e mestre de vida espiritual, também proclamado padroeiro dos confessores e moralistas.
Pertencia a uma nobre e rica família napolitana, exerceu brilhantemente a profissão de advogado, que abandonou para ordenar-se sacerdote. Iniciou nos ambientes mais humildes de Nápoles um intenso trabalho de educação moral e catequese, instruindo com paciência nas verdades fundamentais da fé e da vida cristã.
Em 1732 fundou a Congregação religiosa do Santíssimo Redentor, cujos religiosos foram e continuam sendo autênticos missionários itinerantes. Escreveu importantes obras que plasmaram a vida espiritual popular dos últimos dois séculos. A espiritualidade Alfonsiana está centralizada em Cristo: através do mistério da Encarnação e da Paixão do Senhor, a redenção se oferece a todos os homens “em profusão”.

O Papa fez ainda um resumo de sua catequese em português e saudou os peregrinos lusófonos presentes.

Queridos irmãos e irmãs,

“Corria o ano de 1732, quando Santo Afonso Maria de Ligório fundou a Congregação do Santíssimo Redentor. Autênticos missionários itinerantes, os padres redentoristas foram até às aldeias mais distantes, exortando à conversão e à perseverança na vida cristã, sobretudo por meio da oração. Assim aprenderam do seu Fundador, o qual lhes recomendava que fossem fiéis à doutrina moral católica, mas assumindo uma atitude cheia de caridade e compreensão com os pecadores. Os sacerdotes – ensinava ele - são um sinal visível da misericórdia infinita de Deus, que perdoa e ilumina a mente e o coração do pecador, para que se converta e mude de vida. Este ensinamento de Santo Afonso é de grande atualidade neste nosso tempo, em que há claros sinais de perda da consciência moral e – com preocupação, o reconhecemos – de falta de estima pelo sacramento da Reconciliação.
* * *
Amados peregrinos de língua portuguesa, queridos fiéis da paróquia de Santa Maria do Barreiro, na diocese de Setúbal: a minha saudação amiga para todos vós, com votos de um frutuoso empenho na caminhada quaresmal que estais fazendo. Que nada vos impeça de viver e crescer na amizade de Deus, e testemunhar a todos a sua bondade e misericórdia! Sobre vós e vossas famílias, desça a minha Bênção Apostólica”.

O Santo Padre falando em francês fez um apelo em prol da Costa do Marfim que vive momentos difíceis.

“Meus pensamentos se voltam frequentemente para a população da Costa do Marfim, traumatizada por dolorosas lutas internas e graves tensões sociais e políticas. Enquanto exprimo a minha proximidade a todos aqueles que perderam um ente querido e sofrem com a violência, faço um apelo urgente para que se dê vida o mais rapidamente possível a um processo de diálogo construtivo para o bem comum. A dramática situação torna mais urgente o restabelecimento do respeito e da convivência pacífica. Não devem ser poupados esforços neste sentido.”

O Papa disse ainda que com esses sentimentos decidiu enviar a este nobre país, o Cardeal Peter Kodwo Turkson, Presidente do Pontifico Conselho “Justiça e Paz”, a fim de manifestar a sua solidariedade e da Igreja em todo o mundo às vítimas do conflito e encorajar a reconciliação e a paz. (SP)

segunda-feira, 28 de março de 2011

CARTA - CONVITE PARA: RETIRO ESPIRITUAL EM PREPARAÇÃO PARA A PÁSCOA


“Convertei-vos e credes no Evangelho”. (Mc 1,15)

Tema: Quaresma, Tempo de Conversão, Penitência e Oração

Prezado(a)s irmão(ã)s em Cristo, convido-lhes para um Retiro Espiritual em Preparação para a Páscoa que será realizado nos dias 04, 05 e 06 de abril de 2011 (segunda-feira, terça-feira e quarta-feira) iniciando às 19h com a Santa Missa na Igreja Matriz.

ATENÇÃO! A PRESENÇA DE TODOS É INDISPENSÁVEL!

Monsenhor Mateus Panackakuzhy

Paróquia Santo Antônio de Miracema-RJ

sexta-feira, 25 de março de 2011

SOLENIDADE DA ANUNCIAÇÃO DO SENHOR

Neste dia, a Igreja festeja solenemente o anúncio da Encarnação do Filho de Deus. O tema central desta grande festa é o Verbo Divino que assume nossa natureza humana, sujeitando-se ao tempo e espaço.


(Lucas 1, 26-38) Naquele tempo, 26o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, 27a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi e o nome da Virgem era Maria. 28O anjo entrou onde ela estava e disse: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!”
29Maria ficou perturbada com estas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação. 30O anjo, então, disse-lhe: “Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. 31Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. 32Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. 33Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim”.
34Maria perguntou ao anjo: “Como acontecerá isso, se eu não conheço homem algum?”35O anjo respondeu: “O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus.36Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice. Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, 37porque para Deus nada é impossível”. 38Maria, então, disse:

Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!”

quinta-feira, 17 de março de 2011

VOCÊ QUER JEJUAR NESTA QUARESMA?

Jejue de julgar os outros e descubra Jesus que vive nele;

Jejue as palavras que ferem. E farte-se de frases que purifiquem;

Jejue de descontentamento e viva cheio de gratidão;

Jejue de ofensas e injúrias. E farte-se de mansidão e paciência;

Jejue de pessimismo. E encha-se de esperança e otimismo.

Jejue de preocupação. E satisfaça-se de confiança em Deus;

Jejue de lamúrias e queixas. E satisfaça-se com as coisas simples da vida;

Jejue de pressões e farte-se de orações;

Jejue de tristeza e amargura. E encha-se de compaixão pelos outros;

Jejue de rancores e encha-se de atitudes de reconciliação;

Jejue de palavras e viva de silêncio para escutar os outros;

Jejue de pensamentos de fraquezas. E encha-se de promessas que inspiram;

Jejue de tudo que lhe afaste de Jesus. E procure tudo o que DELE se aproximar.


Se todos vivermos este jejum, nossos dias irão inundando de paz, de amor, de confiança.


Que os corações se abram com o jejum da Quaresma para receber a Jesus Ressuscitado, com muito amor!