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domingo, 25 de dezembro de 2011

A VOZ DO PASTOR - MENSAGEM DE FIM DE ANO

NATAL EM FAMÍLIA: A SAGRADA FAMÍLIA DE NAZARÉ

Jesus nasce para nos tornar uma só família e o primeiro espaço que Ele evangeliza e santifica, é justamente a Santa Família, os três sóis: Jesus, Maria, José. A festa do Natal fala muito a todas as famílias, pois mergulha profundo no mistério da vida, das origens; por isso é, infaltável a ceia familiar na Noite Santa. Jesus quis nascer numa família, faz parte do mistério da encarnação ter pais, um nome, aprender a ser pessoa; já que como afirmava o Bem Aventurado Papa João Paulo II, na Carta às famílias: “A família é a genealogia e o berço da pessoa. Belém a Nazaré não é apenas um itinerário geográfico, mas o desenvolvimento natural e sagrado da missão de uma família que vai da vida nascente, a educação e formação da personalidade”. O Papa Paulo VI recordava as lições do lar de Nazaré: a simplicidade, a espiritualidade centrada em Jesus, o aprendizado do valor do trabalho, a santificação diária das rotinas e coisas triviais e cotidianas. Mas também Nazaré revela o Plano de Deus sobre a família, a sua arquitetura divina: Pai, Mãe, Filho (embora José fosse um pai adotivo ou como se dizia antes putativo), sua estrutura criacional e natural que contesta “arranjos” (desarranjos e verdadeiras desordens), de tratar equiparar uniões de pessoas do mesmo sexo como famílias. De fato a família se alicerça ou nasce de uma aliança conjugal indissolúvel (de toda a vida e para toda vida). Em Nazaré contemplamos a vocação e a alegria de ser e de ter uma família. Para nós cristãos a família sempre será o caminho da salvação da humanidade, o melhor empreendimento, a escola de mais rica e preciosa humanidade, o berço da pessoa, o santuário da vida, o ecossistema mais importante, a célula social primária, a Igreja doméstica (eclesial), o ícone da Santíssima Trindade. Celebrar o Natal é defender a vida e a família que estão intrinsicamente unidas. Se queremos passar a limpo o Brasil, ter um país livre da corrupção, da violência, das drogas e de todo atentado contra a vida, devemos voltar com urgência para a família que Deus quer, o lar de Nazaré. Pois como afirmava Rui Barbosa, o que é a Pátria? Se não a família amplificada. Que o Deus Menino abençoe a todas as famílias.

Deus seja Louvado!

+Dom Roberto Francisco Ferreria Paz

Bispo Diocesano de Campos Campos dos Goytacazes

21 de Dezembro de 2011

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

A VOZ DO PASTOR - DIA DE FINADOS

DIA DE FINADOS E DA ESPERANÇA PASCAL
25/10/2011

O Mês de Novembro nos aproxima dos novíssimos, isto é, daquelas realidades que acontecem terminada a nossa caminhada terrestre. No dia 02 de Novembro nosso coração se abre para comunhão com nossos irmãos falecidos. Sábia tradição eclesial que vem dos tempos da Ordem dos Monges de Cluny na França, que revela a importância da nossa oração, sufrágio, intercessão em prol de nossos parentes, amigos e conhecidos que já partiram para a casa do Pai. Os fiéis defuntos estão na comunhão dos santos conosco e serão nossos melhores defensores e amigos. Rezar por eles é uma obra de misericórdia, de compaixão e sabedoria, um testemunho de esperança centrado na bondade e amor infinito do Pai. Como cristãos sabemos que a morte é apenas uma passagem, travessia e processo para entrarmos na vida plena e abundante, que Cristo veio trazer para a humanidade. Por isso, nossa saudade é serena e tranquila, iluminada pela paz que nos dá uma fé viva e explícita na ressurreição do Senhor. Esperamos o reencontro, eles nos antecederam, pegaram o ônibus simplesmente em um momento anterior, mas a festa do banquete do Reino na Casa do Pai, nos impulsiona a viver com autenticidade. O amor é imortal, Deus nos leva em seus ombros de Pastor amigo, às pastagens viçosas do céu. Este dia de prece, de meditação e renovação dos vínculos de amizade e partilha com aqueles que se foram é um grande grito da transcendência da alma, aberta para o absoluto e o infinito, porque nosso coração só é totalmente feliz repousando em Deus, nossa fortaleza, nosso amparo, nossa rocha. Que Deus abençoe nossos queridos irmãos finados, e que avive em nós o desejo da vida eterna e feliz que nos espera. Deus seja louvado!


+Dom Roberto Francisco Ferreria Paz

Bispo Diocesano de Campos
Campos dos Goytacazes, 25 de Outubro de 2011


Foto: Marcelino Alvim Tostes

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

A VOZ DO PASTOR

Já em 1982, Dom Carlos Navarro assinava em um livro sua posição, em apoio a que os royalties do petróleo beneficiassem em primeiro lugar, aos estados produtores. A Constituição de 1988, aplicando o princípio de subsidiariedade, incluiu os Municípios no repasse e na distribuição. O que justifica esta defesa é a consideração que os royalties são verba indenizatória e não renda, são atribuídos a quem sofre os impactos sociais, ambientais e culturais da produção de petróleo, aplicando-se um critério de justiça social, em razão dos danos e prejuízos que devem ser equacionados e reequilibrados. Ainda há de pensar-se numa perspectiva futura que exige a aplicação do princípio de justiça intergeneracional, isto é, que a verba indenizatória possa preparar as gerações vindouras para a eventual extinção da economia do petróleo. Por isso, os royalties devem ser investidos num desenvolvimento integral, solidário e sustentável, que direcione os recursos para a construção da infraestrutura e políticas públicas estruturantes. Seria contrário ao bem comum, desviar essas verbas para medidas paliativas ou imediatistas. A luta do Município de Campos e outros da OMPETRO é portanto, justa e digna de apoio pois a perda dos royalties inviabiliza um processo de planejamento urbano, de atendimento as demandas sociais e de mitigação prudencial dos impactos ambientais. É necessário no entanto, não só manter a unidade mas com a participação popular e a mobilização cidadã, fortalecer a sociedade civil para também nesta questão, aumentar a transparência e o controle social na aplicação e investimento dos royalties pois, não adianta só tê-los, como de fato acontece durante duas décadas, mas de administrá-los com eficiência e com visão de estadista. Que a justiça e o bem comum vençam. Deus seja louvado!

+Dom Roberto Francisco Ferreria Paz

Bispo Diocesano de Campos Campos dos Goytacazes

23 de Setembro de 2011

OUTUBRO O MÊS DAS MISSÕES
30/09/2011

Dentro dos meses chamados temáticos a CNBB propõe, já desde muitos anos atrás, que Outubro seja o mês que focaliza avivar o espírito missionário nas comunidades eclesiais. O documento de Aparecida nos comprometeu com a realização da missão continental, considerado como um grande mutirão de evangelização a ser realizado em toda a América Latina e o Caribe, com visita às famílias levando a famosa capelinha ou tríplico de Aparecida, com gestos proféticos em torno a terra, o ambiente, os grupos indígenas e afro-hacrilusos e, a acolhida aos imigrantes. Aparecida teve como eixo a formação do cristão como discípulo missionário, que tendo a Palavra e a Eucaristia como alimento, deveria colocar as paróquias e comunidades em estado permanente de missão. Missão não só pensando em termos geográficos ou religiosos (ad gentes=terra de não batizados), mas incluindo as culturas, os setores populacionais e os grupos de influência. O cristão é convidado a preencher e evangelizar os “novos areópagos”, espaços como: a universidade, a comunicação, a política, a saúde, o trabalho, onde se verificam mentalidades contrárias aos valores cristãos e a própria vida. É importante que cada Paróquia tenha seu COMIPA (Conselho de Missão Paroquial), para articular e avivar o anúncio missionário e as visitas às famílias, tornando-se uma comunidade viva, irradiadora e apostólica. A missão hoje, deve levar em conta o diálogo e a inculturação partindo das demandas religiosas e a sede de absoluto das novas gerações. Incursionando também, pelas infovias da Internet acessando redes e comunidades virtuais, atraindo-as para Cristo. A missão deve suscitar em todos os ambientes e lugares, uma Nova Evangelização propositiva e fascinante, pois Cristo sempre será a pérola de infinito valor, o caminho da verdadeira felicidade e plenitude. Missão dirigida a todas as criaturas, salvando a terra do consumo predatório e inconsequente, Missão que protege e cuida da vida em todas suas dimensões. Deus seja louvado!

+Dom Roberto Francisco Ferreria Paz

Bispo Diocesano de Campos Campos dos Goytacazes

29 de Setembro de 2011.

sábado, 10 de setembro de 2011

A VOZ DO PASTOR

MENSAGEM PARA O DIA DOS CATEQUISTAS

08/09/2011

No mês dedicado a reavivar em nós o sentido vocacional da nossa vida, juntamente com a vocação e a missão dos fiéis leigos celebramos a vocação e ministério dos /das catequistas.

É urgente e necessário caminhar juntos na compreensão e vivência deste indispensável serviço e ministério à Palavra de Deus e a comunidade de fé.

Ser catequista hoje é ser um discípulo formador de verdadeiros cristãos, facilitando e ajudando na inserção e na iniciação dos catecúmenos e chamados ao discipulado a pertencerem e incorporar-se plenamente a comunidade eclesial, tornando-se estes por sua vez também em autênticos discípulos missionários.

Por isso a opção clara, decidida, e consciente da Terceira Semana Brasileira de Catequese por uma catequese de estilo catecumenal e discipular almejando a construção de uma Igreja que seja casa de iniciação à vida cristã e lugar de animação bíblica de toda a vida e da pastoral.

Unidos na comunhão e na oração a este singular e destacado Encontro Diocesano de Catequistas, comunico com alegria a minha benção episcopal, Deus ilumine e encoraje a todos/as.

+ Dom Roberto Francisco Ferrería Paz

Bispo Diocesano de Campos

Campos, 21 de agosto de 2011

quinta-feira, 7 de abril de 2011

A VOZ DO PASTOR

CAMINHADA QUARESMAL.
01/04/2011

Na caminhada cristã, é sempre de fundamental importância a revisão de vida, pelo chamado exame de consciência . Como se procede nas atividades comerciais, devemos recorrer ao “balanço” espiritual, para à averiguação dos lucros ou prejuízos. Em nossa caminhada quaresmal, igualmente muito oportuno examinarmo-nos quanto à nossa conduta, no decorrer de todo este período tão marcante em nossa vida cristã. No tempo quaresmal, a Santa Igreja assim nos convida a oração:” Hoje, se ouvirdes a sua voz, não fecheis o vossos corações”. São palavras do salmo 94, onde o salmista nos desperta para a fiel acolhida à Graça Divina, sem jamais incorrermos na censura do Senhor: “ Eis um povo extraviado, seu coração não conheceu os meus caminhos.” (Sl 94) Na preparação para a Semana Santa, o mistério da cruz do calvário se destaca com o brilho fascinante do amor infinito de Jesus, e como força motivadora para os frutos a ser colhidos no progresso espiritual. Disse-nos o Mestre: “ Se Eu for erguido da terra, atrairei tudo para Mim.”( Jo 12,32 ) Com o olhar do coração dirigido para o Divino Crucificado, o esforço da conversão é superado mais facilmente, não obstante a renúncia heróica à nossa vontade rebelde. Através do profeta Joel, o Senhor Deus nos admoesta:” Voltai para Mim, com todo vosso coração: rasgai o coração com o arrependimento, e voltai para o Senhor vosso Deus.” ( Jl 2, 12-13) Este é o critério para avaliarmos os verdadeiros frutos a serem colhidos pela resposta de amor ao Deus que nos amou primeiro: perseverarmos com mais constância , a contemplar, com o máximo enlevo, a deslumbrante misericórdia de Jesus, sacrificado no calvário pelos pecados de toda a humanidade. Do alto da cruz, Jesus parece repetir-nos o desabafo amargurado do profeta Jeremias: “ Ó vós todos que passais pelo caminho, considerai e vede se existe dor semelhante à minha.” Sob pena de nos deixarmos levar por injustificável ingratidão, jamais nos esqueceremos do titulo de Jesus, em razão dos acerbos sofrimentos pela redenção de todos: “ O homem das dores”. Assim compreendemos o edificante exemplo dos santos a aprender no livro da cruz a fiel resposta de gratidão ao Senhor Deus, extasiados perante a maior prova de amor. Com muita razão se afirma não podermos atestar o verdadeiro amor a Deus, se conosco não trouxermos a disponibilidade para suportar toda a cruz e sacrifício, na busca de total conformidade com a agrado da vontade divina. A Santa Quaresma é o tempo de graças abundantes. Não as recebamos sem os frutos espirituais de autêntica mudança de vida, como prova efetiva de terno reconhecimento perante as graças de redenção proveniente da cruz bendita do Santíssimo Salvador.

Campos, 03/04/2011. Dom Roberto Gomes Guimarães

Bispo Diocesano de Campos


quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

A VOZ DO PASTOR







"O AMOR NUNCA SEPARÁ"








Escrevendo à comunidade de Corinto, o apóstolo São Paulo nos deixa a afirmação: “ O amor nunca acabará”(1Cor 13,8).
Aliás, também assim o ditado popular nos leva a repetir: “Amor que é mesmo amor, não passa”. Sobretudo, quando se refere ao amor supremo e perfeitíssimo do Senhor Deus, conforme o evangelista São João: “ Deus é amor”.
Diante dos fatos recentes de toda a tragédia na região serrana, um questionamento se levanta: se Deus é amor, por que permitir tamanho sofrimento, com o número assustador de tantas mortes, e de maneira tão cruel?
Aqui temos de reconhecer o insondável mistério da dor e da morte, e que supera toda nossa capacidade de entendimento, mas que ainda nos leva a permanecermos na total convicção da fé: “Deus é amor”. Se a vida humana se limitasse, apenas, a esta realidade terrena, o desespero e o pânico nos dominariam por completo. Mas o gozo da Vida Eterna nos tranqüiliza, a despertar-nos para a esperança nesta felicidade, e para nós preparada, pela infinita bondade do Pai das Misericórdias. Sobretudo, se contemplamos, também, o exemplo do próprio Jesus, no contexto de sua dolorosíssima morte de cruz!
Nunca poderíamos supor, que o Justo e Santo, verdadeiramente o Filho de Deus, ao final de sua vida terrena, chegasse ao extremo de sua morte redentora do pecado, em meio a sofrimentos de nos deixarem estarrecidos!
Bem sabemos que a natureza é regida por suas leis implacáveis. Cabe, porém, ao ser humano respeitar o ambiente em que vive, e o espaço roubado da natureza não se tornar fator de destruição.
Os noticiários estão a informar sobre áreas de risco na capital do estado de São Paulo, e a exigir das autoridades medidas imediatas e rígidas. O problema é de imensa complexidade, já que os moradores, depois de instalados em suas moradias, onde poderão se estabelecer sem condições de seus imóveis, totalmente desvalorizados e interditados, serem vendidos ou alugados para outros.
Como sempre, é óbvio que a medida, a ser tomada também seja de natureza preventiva. As autoridades, para o bem da própria população, a adotarem esquema de rígida fiscalização das obras em áreas de risco.
Tenhamos corações solidários com nossas ajudas ao próximo flagelado neste momento, e que não se desesperem, encontrando a força na inabalável confiança na amorosa Providência Divina, a cuidar sempre de suas criaturas, com incansável solicitude.

Campos - 19/01/2011
 Dom Roberto Gomes Guimarães
Bispo Diocesano de Campos


Fonte: Diocese de Campos