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terça-feira, 24 de dezembro de 2013

domingo, 25 de dezembro de 2011

A VOZ DO PASTOR - MENSAGEM DE FIM DE ANO

NATAL EM FAMÍLIA: A SAGRADA FAMÍLIA DE NAZARÉ

Jesus nasce para nos tornar uma só família e o primeiro espaço que Ele evangeliza e santifica, é justamente a Santa Família, os três sóis: Jesus, Maria, José. A festa do Natal fala muito a todas as famílias, pois mergulha profundo no mistério da vida, das origens; por isso é, infaltável a ceia familiar na Noite Santa. Jesus quis nascer numa família, faz parte do mistério da encarnação ter pais, um nome, aprender a ser pessoa; já que como afirmava o Bem Aventurado Papa João Paulo II, na Carta às famílias: “A família é a genealogia e o berço da pessoa. Belém a Nazaré não é apenas um itinerário geográfico, mas o desenvolvimento natural e sagrado da missão de uma família que vai da vida nascente, a educação e formação da personalidade”. O Papa Paulo VI recordava as lições do lar de Nazaré: a simplicidade, a espiritualidade centrada em Jesus, o aprendizado do valor do trabalho, a santificação diária das rotinas e coisas triviais e cotidianas. Mas também Nazaré revela o Plano de Deus sobre a família, a sua arquitetura divina: Pai, Mãe, Filho (embora José fosse um pai adotivo ou como se dizia antes putativo), sua estrutura criacional e natural que contesta “arranjos” (desarranjos e verdadeiras desordens), de tratar equiparar uniões de pessoas do mesmo sexo como famílias. De fato a família se alicerça ou nasce de uma aliança conjugal indissolúvel (de toda a vida e para toda vida). Em Nazaré contemplamos a vocação e a alegria de ser e de ter uma família. Para nós cristãos a família sempre será o caminho da salvação da humanidade, o melhor empreendimento, a escola de mais rica e preciosa humanidade, o berço da pessoa, o santuário da vida, o ecossistema mais importante, a célula social primária, a Igreja doméstica (eclesial), o ícone da Santíssima Trindade. Celebrar o Natal é defender a vida e a família que estão intrinsicamente unidas. Se queremos passar a limpo o Brasil, ter um país livre da corrupção, da violência, das drogas e de todo atentado contra a vida, devemos voltar com urgência para a família que Deus quer, o lar de Nazaré. Pois como afirmava Rui Barbosa, o que é a Pátria? Se não a família amplificada. Que o Deus Menino abençoe a todas as famílias.

Deus seja Louvado!

+Dom Roberto Francisco Ferreria Paz

Bispo Diocesano de Campos Campos dos Goytacazes

21 de Dezembro de 2011

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

A VOZ DO PASTOR

Já em 1982, Dom Carlos Navarro assinava em um livro sua posição, em apoio a que os royalties do petróleo beneficiassem em primeiro lugar, aos estados produtores. A Constituição de 1988, aplicando o princípio de subsidiariedade, incluiu os Municípios no repasse e na distribuição. O que justifica esta defesa é a consideração que os royalties são verba indenizatória e não renda, são atribuídos a quem sofre os impactos sociais, ambientais e culturais da produção de petróleo, aplicando-se um critério de justiça social, em razão dos danos e prejuízos que devem ser equacionados e reequilibrados. Ainda há de pensar-se numa perspectiva futura que exige a aplicação do princípio de justiça intergeneracional, isto é, que a verba indenizatória possa preparar as gerações vindouras para a eventual extinção da economia do petróleo. Por isso, os royalties devem ser investidos num desenvolvimento integral, solidário e sustentável, que direcione os recursos para a construção da infraestrutura e políticas públicas estruturantes. Seria contrário ao bem comum, desviar essas verbas para medidas paliativas ou imediatistas. A luta do Município de Campos e outros da OMPETRO é portanto, justa e digna de apoio pois a perda dos royalties inviabiliza um processo de planejamento urbano, de atendimento as demandas sociais e de mitigação prudencial dos impactos ambientais. É necessário no entanto, não só manter a unidade mas com a participação popular e a mobilização cidadã, fortalecer a sociedade civil para também nesta questão, aumentar a transparência e o controle social na aplicação e investimento dos royalties pois, não adianta só tê-los, como de fato acontece durante duas décadas, mas de administrá-los com eficiência e com visão de estadista. Que a justiça e o bem comum vençam. Deus seja louvado!

+Dom Roberto Francisco Ferreria Paz

Bispo Diocesano de Campos Campos dos Goytacazes

23 de Setembro de 2011

OUTUBRO O MÊS DAS MISSÕES
30/09/2011

Dentro dos meses chamados temáticos a CNBB propõe, já desde muitos anos atrás, que Outubro seja o mês que focaliza avivar o espírito missionário nas comunidades eclesiais. O documento de Aparecida nos comprometeu com a realização da missão continental, considerado como um grande mutirão de evangelização a ser realizado em toda a América Latina e o Caribe, com visita às famílias levando a famosa capelinha ou tríplico de Aparecida, com gestos proféticos em torno a terra, o ambiente, os grupos indígenas e afro-hacrilusos e, a acolhida aos imigrantes. Aparecida teve como eixo a formação do cristão como discípulo missionário, que tendo a Palavra e a Eucaristia como alimento, deveria colocar as paróquias e comunidades em estado permanente de missão. Missão não só pensando em termos geográficos ou religiosos (ad gentes=terra de não batizados), mas incluindo as culturas, os setores populacionais e os grupos de influência. O cristão é convidado a preencher e evangelizar os “novos areópagos”, espaços como: a universidade, a comunicação, a política, a saúde, o trabalho, onde se verificam mentalidades contrárias aos valores cristãos e a própria vida. É importante que cada Paróquia tenha seu COMIPA (Conselho de Missão Paroquial), para articular e avivar o anúncio missionário e as visitas às famílias, tornando-se uma comunidade viva, irradiadora e apostólica. A missão hoje, deve levar em conta o diálogo e a inculturação partindo das demandas religiosas e a sede de absoluto das novas gerações. Incursionando também, pelas infovias da Internet acessando redes e comunidades virtuais, atraindo-as para Cristo. A missão deve suscitar em todos os ambientes e lugares, uma Nova Evangelização propositiva e fascinante, pois Cristo sempre será a pérola de infinito valor, o caminho da verdadeira felicidade e plenitude. Missão dirigida a todas as criaturas, salvando a terra do consumo predatório e inconsequente, Missão que protege e cuida da vida em todas suas dimensões. Deus seja louvado!

+Dom Roberto Francisco Ferreria Paz

Bispo Diocesano de Campos Campos dos Goytacazes

29 de Setembro de 2011.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

RECEPÇÃO DE D. ROBERTO FRANCISCO EM MIRACEMA

Convidamos toda comunidade mirascemense para comparecer nesta quarta-feira, dia 21, às 18h em frente a Igreja Matriz para recebermos o nosso bispo diocesano, D. Roberto Francisco Ferrería Paz.

D. Roberto Francisco chegará a cidade às 18h desta quarta-feira, dia 21, onde será recebido na Praça das Mães pelas autoridades municipais, colégios, grupos e associações religiosas e o povo em geral, em seguida seguirá para a porta principal da Igreja Matriz onde irá receber as saudações de nosso clero. Às 18h30min. falará aos crismandos, e às 19h celebrará Santa Missa Solene da Crisma.

No dia 22, quinta-feira, às 18h30min falará aos crismandos, e às 19h celebrará Santa Missa Solene da Crisma na Igreja Matriz.

No dia 23, sexta-feira, novamente às 18h30min falará aos crismandos, e às 19h celebrará Santa Missa Solene da Crisma na Igreja Nossa Senhora Aparecida, Paróquia Nossa Senhora Aparecida.

Vale ressaltar que esta é a primeira vez que recebemos a visita do Sr. Bispo D. Roberto Francisco Ferrería Paz em Miracema.

sábado, 10 de setembro de 2011

MENSAGEM DO SR. BISPO À REGIÃO NOROESTE FLUMINENSE

MENSAGEM DO SR. BISPO ÀS COMUNIDADES DA REGIÃO NOROESTE
08/09/2011

Me sinto muito motivado para conhecer, contatar, encontrar e fundamentalmente escutar a Igreja diocesana da região noroeste.

Sei que é uma parcela do povo de Deus muito dinâmica e atuante, com pastorais diversificadas e ministérios laicais numerosos. Também, me estimula apreciar a cultura e a arte sacra local, a beleza e o contributo iconográfico das Igrejas da região junto a paisagem e a sua vocação produtiva.

Serão momentos de comunhão e alegria profundas para integrar esta região ao processo de planejamento e recepção das novas diretrizes pastorais a nível nacional e local.

Na espera do encontro tão desejado, na caridde fraterna.

+DOM ROBERTO FRANCISCO FERRERIA PAZ

Bispo Diocesano de Campos

A VOZ DO PASTOR

MENSAGEM PARA O DIA DOS CATEQUISTAS

08/09/2011

No mês dedicado a reavivar em nós o sentido vocacional da nossa vida, juntamente com a vocação e a missão dos fiéis leigos celebramos a vocação e ministério dos /das catequistas.

É urgente e necessário caminhar juntos na compreensão e vivência deste indispensável serviço e ministério à Palavra de Deus e a comunidade de fé.

Ser catequista hoje é ser um discípulo formador de verdadeiros cristãos, facilitando e ajudando na inserção e na iniciação dos catecúmenos e chamados ao discipulado a pertencerem e incorporar-se plenamente a comunidade eclesial, tornando-se estes por sua vez também em autênticos discípulos missionários.

Por isso a opção clara, decidida, e consciente da Terceira Semana Brasileira de Catequese por uma catequese de estilo catecumenal e discipular almejando a construção de uma Igreja que seja casa de iniciação à vida cristã e lugar de animação bíblica de toda a vida e da pastoral.

Unidos na comunhão e na oração a este singular e destacado Encontro Diocesano de Catequistas, comunico com alegria a minha benção episcopal, Deus ilumine e encoraje a todos/as.

+ Dom Roberto Francisco Ferrería Paz

Bispo Diocesano de Campos

Campos, 21 de agosto de 2011

terça-feira, 2 de agosto de 2011

MENSAGEM DO NOVO BISPO DIOCESANO D. ROBERTO FRANCISCO FERRERÍA PAZ

Mensagem de Início de Episcopado ao Povo da Diocese de Campos

Desejo desde o início de meu episcopado, missão de unidade e serviço ao Povo de Deus, manter uma cordial, paterna e solícita comunicação e diálogo com todos os setores e pastorais da Igreja e também com todos os segmentos da sociedade civil, tornando-me um instrumento de agregação, de reconciliação e de paz. Aliás é esta a frase bíblica que inspirou a Bula papal de nomeação : “ Irmãos, alegrai-vos, sede perfeitos, exortai-vos uns aos outros, tende o mesmo sentimento, vivei em paz, e o Deus do amor e da paz estará convosco, ( II Cor. 13,11 )”. O Santo Padre citando o apóstolo das gentes nos conclama à unidade e a paz. Unidade que parte da comunhão missionária trinitária e que deve levar a uma pastoral de conjunto (não um conjunto de pastorais) orgânica, articulada, e participativa conjugando esforços, empenhos e recursos para uma Nova Evangelização. Paz que é um dom do Espírito Santo que não consiste em ausência de conflitos, mas na afirmação convicta da justiça e da verdade, da caridade e a liberdade, os quatro pilares da paz segundo a Pacem in Terris de João XXIII. Paz que exige o reconhecimento pleno da dignidade da pessoa, e o respeito a seus direitos, paz que nos leva a defender a vida humana a em todas as suas etapas, a vida no planeta, a família como instituição de direito divino e a liberdade religiosa.

Espero contar com todos, os presbíteros como meus colaboradores imediatos, irmãos no sacerdócio, os diáconos permanentes sinais do serviço-doação, os consagrados/as com os seus carismas e formas, o laicato que anseio vê-lo mobilizado, adulto, protagonista da missão eclesial no mundo. Merecerão destaque as famílias, os jovens, as crianças e os cinco rostos da pobreza citados pelo Documento de Aparecida: migrantes, moradores de rua, encarcerados, tóxico-dependentes e excluídos. Não estou partindo de zero, seis grandes bispos me precederam, dando um perfil a esta diocese confirmando na fé ao Povo de Deus a eles confiado, caminhando na sequela do Santíssimo Salvador. Agradeço especialmente a Dom Roberto Guimarães a acolhida fraterna, carinhosa e sem dúvida generosa que me dispensou, será sempre um amigo e valioso colaborador.

Deus seja louvado !
+ Dom Roberto Francisco Ferrería Paz

Fonte: http://oblatvs.blogspot.com

domingo, 8 de maio de 2011

MENSAGEM DE PÁSCOA

Mensagem de Jesus na Páscoa

Ressuscitei e estou com você…
“porque meu amor é para sempre” (cf. Sl 136).
Estas não são simples palavras…
são gestos concretos da Páscoa de Jesus.
Tudo lhe aconteceu nesta terra:
perseguições, sofrimentos, morte.
Mas nele venceu a fidelidade, o amor, a vida.
Sim, a Vida teve a última palavra.

Com sua ressurreição, Jesus nos fez
renascer como “povo da Páscoa”.
Povo que assume a causa pela qual ele
veio a este mundo: “Que todos tenham vida…”:
àqueles que buscam paz, dignidade humana,
liberdade, saúde, solidariedade, amor.

É Páscoa: tempo de esperança e ação.
Tempo para começar uma vida nova,
na certeza de que, nas mãos de Deus,
até a morte pode transformar-se em vida.

Depois da ressurreição, a cruz tornou-se
testemunho de amor, sinal de esperança.
É o poder de Deus que se manifesta
na humildade e no serviço dos que crêem.

Que a luz do Ressuscitado ilumine seu caminho
e lhe dê forças para prosseguir.
Com certeza, todas as noites escuras
acabam tendo sua aurora.
Que a Páscoa aconteça em sua vida!
Creia e alegre-se: ela já está acontecendo.

Feliz Páscoa!

Monsenhor Mateus Panackakuzhy

quinta-feira, 7 de abril de 2011

A VOZ DO PASTOR

CAMINHADA QUARESMAL.
01/04/2011

Na caminhada cristã, é sempre de fundamental importância a revisão de vida, pelo chamado exame de consciência . Como se procede nas atividades comerciais, devemos recorrer ao “balanço” espiritual, para à averiguação dos lucros ou prejuízos. Em nossa caminhada quaresmal, igualmente muito oportuno examinarmo-nos quanto à nossa conduta, no decorrer de todo este período tão marcante em nossa vida cristã. No tempo quaresmal, a Santa Igreja assim nos convida a oração:” Hoje, se ouvirdes a sua voz, não fecheis o vossos corações”. São palavras do salmo 94, onde o salmista nos desperta para a fiel acolhida à Graça Divina, sem jamais incorrermos na censura do Senhor: “ Eis um povo extraviado, seu coração não conheceu os meus caminhos.” (Sl 94) Na preparação para a Semana Santa, o mistério da cruz do calvário se destaca com o brilho fascinante do amor infinito de Jesus, e como força motivadora para os frutos a ser colhidos no progresso espiritual. Disse-nos o Mestre: “ Se Eu for erguido da terra, atrairei tudo para Mim.”( Jo 12,32 ) Com o olhar do coração dirigido para o Divino Crucificado, o esforço da conversão é superado mais facilmente, não obstante a renúncia heróica à nossa vontade rebelde. Através do profeta Joel, o Senhor Deus nos admoesta:” Voltai para Mim, com todo vosso coração: rasgai o coração com o arrependimento, e voltai para o Senhor vosso Deus.” ( Jl 2, 12-13) Este é o critério para avaliarmos os verdadeiros frutos a serem colhidos pela resposta de amor ao Deus que nos amou primeiro: perseverarmos com mais constância , a contemplar, com o máximo enlevo, a deslumbrante misericórdia de Jesus, sacrificado no calvário pelos pecados de toda a humanidade. Do alto da cruz, Jesus parece repetir-nos o desabafo amargurado do profeta Jeremias: “ Ó vós todos que passais pelo caminho, considerai e vede se existe dor semelhante à minha.” Sob pena de nos deixarmos levar por injustificável ingratidão, jamais nos esqueceremos do titulo de Jesus, em razão dos acerbos sofrimentos pela redenção de todos: “ O homem das dores”. Assim compreendemos o edificante exemplo dos santos a aprender no livro da cruz a fiel resposta de gratidão ao Senhor Deus, extasiados perante a maior prova de amor. Com muita razão se afirma não podermos atestar o verdadeiro amor a Deus, se conosco não trouxermos a disponibilidade para suportar toda a cruz e sacrifício, na busca de total conformidade com a agrado da vontade divina. A Santa Quaresma é o tempo de graças abundantes. Não as recebamos sem os frutos espirituais de autêntica mudança de vida, como prova efetiva de terno reconhecimento perante as graças de redenção proveniente da cruz bendita do Santíssimo Salvador.

Campos, 03/04/2011. Dom Roberto Gomes Guimarães

Bispo Diocesano de Campos


quarta-feira, 30 de março de 2011

CATEQUESE COM PAPA BENTO XVI

Cidade do Vaticano, 30 mar (RV) - O Papa Bento XVI encontrou-se na manhã desta quarta-feira com os fiéis e peregrinos de todas as partes do mundo durante a habitual audiência geral na Praça São Pedro. Na sua catequese desta manhã o Santo Padre falou sobre Santo Afonso Maria de Ligório, bispo, doutor da Igreja, insigne teólogo e mestre de vida espiritual, também proclamado padroeiro dos confessores e moralistas.
Pertencia a uma nobre e rica família napolitana, exerceu brilhantemente a profissão de advogado, que abandonou para ordenar-se sacerdote. Iniciou nos ambientes mais humildes de Nápoles um intenso trabalho de educação moral e catequese, instruindo com paciência nas verdades fundamentais da fé e da vida cristã.
Em 1732 fundou a Congregação religiosa do Santíssimo Redentor, cujos religiosos foram e continuam sendo autênticos missionários itinerantes. Escreveu importantes obras que plasmaram a vida espiritual popular dos últimos dois séculos. A espiritualidade Alfonsiana está centralizada em Cristo: através do mistério da Encarnação e da Paixão do Senhor, a redenção se oferece a todos os homens “em profusão”.

O Papa fez ainda um resumo de sua catequese em português e saudou os peregrinos lusófonos presentes.

Queridos irmãos e irmãs,

“Corria o ano de 1732, quando Santo Afonso Maria de Ligório fundou a Congregação do Santíssimo Redentor. Autênticos missionários itinerantes, os padres redentoristas foram até às aldeias mais distantes, exortando à conversão e à perseverança na vida cristã, sobretudo por meio da oração. Assim aprenderam do seu Fundador, o qual lhes recomendava que fossem fiéis à doutrina moral católica, mas assumindo uma atitude cheia de caridade e compreensão com os pecadores. Os sacerdotes – ensinava ele - são um sinal visível da misericórdia infinita de Deus, que perdoa e ilumina a mente e o coração do pecador, para que se converta e mude de vida. Este ensinamento de Santo Afonso é de grande atualidade neste nosso tempo, em que há claros sinais de perda da consciência moral e – com preocupação, o reconhecemos – de falta de estima pelo sacramento da Reconciliação.
* * *
Amados peregrinos de língua portuguesa, queridos fiéis da paróquia de Santa Maria do Barreiro, na diocese de Setúbal: a minha saudação amiga para todos vós, com votos de um frutuoso empenho na caminhada quaresmal que estais fazendo. Que nada vos impeça de viver e crescer na amizade de Deus, e testemunhar a todos a sua bondade e misericórdia! Sobre vós e vossas famílias, desça a minha Bênção Apostólica”.

O Santo Padre falando em francês fez um apelo em prol da Costa do Marfim que vive momentos difíceis.

“Meus pensamentos se voltam frequentemente para a população da Costa do Marfim, traumatizada por dolorosas lutas internas e graves tensões sociais e políticas. Enquanto exprimo a minha proximidade a todos aqueles que perderam um ente querido e sofrem com a violência, faço um apelo urgente para que se dê vida o mais rapidamente possível a um processo de diálogo construtivo para o bem comum. A dramática situação torna mais urgente o restabelecimento do respeito e da convivência pacífica. Não devem ser poupados esforços neste sentido.”

O Papa disse ainda que com esses sentimentos decidiu enviar a este nobre país, o Cardeal Peter Kodwo Turkson, Presidente do Pontifico Conselho “Justiça e Paz”, a fim de manifestar a sua solidariedade e da Igreja em todo o mundo às vítimas do conflito e encorajar a reconciliação e a paz. (SP)

sexta-feira, 25 de março de 2011

SOLENIDADE DA ANUNCIAÇÃO DO SENHOR

Neste dia, a Igreja festeja solenemente o anúncio da Encarnação do Filho de Deus. O tema central desta grande festa é o Verbo Divino que assume nossa natureza humana, sujeitando-se ao tempo e espaço.


(Lucas 1, 26-38) Naquele tempo, 26o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, 27a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi e o nome da Virgem era Maria. 28O anjo entrou onde ela estava e disse: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!”
29Maria ficou perturbada com estas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação. 30O anjo, então, disse-lhe: “Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. 31Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. 32Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. 33Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim”.
34Maria perguntou ao anjo: “Como acontecerá isso, se eu não conheço homem algum?”35O anjo respondeu: “O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus.36Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice. Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, 37porque para Deus nada é impossível”. 38Maria, então, disse:

“Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!”

quinta-feira, 17 de março de 2011

VOCÊ QUER JEJUAR NESTA QUARESMA?

Jejue de julgar os outros e descubra Jesus que vive nele;

Jejue as palavras que ferem. E farte-se de frases que purifiquem;

Jejue de descontentamento e viva cheio de gratidão;

Jejue de ofensas e injúrias. E farte-se de mansidão e paciência;

Jejue de pessimismo. E encha-se de esperança e otimismo.

Jejue de preocupação. E satisfaça-se de confiança em Deus;

Jejue de lamúrias e queixas. E satisfaça-se com as coisas simples da vida;

Jejue de pressões e farte-se de orações;

Jejue de tristeza e amargura. E encha-se de compaixão pelos outros;

Jejue de rancores e encha-se de atitudes de reconciliação;

Jejue de palavras e viva de silêncio para escutar os outros;

Jejue de pensamentos de fraquezas. E encha-se de promessas que inspiram;

Jejue de tudo que lhe afaste de Jesus. E procure tudo o que DELE se aproximar.


Se todos vivermos este jejum, nossos dias irão inundando de paz, de amor, de confiança.


Que os corações se abram com o jejum da Quaresma para receber a Jesus Ressuscitado, com muito amor!

sábado, 12 de março de 2011

RETIRO PREPARATÓRIO PARA A PÁSCOA - 2011

Durante esta quaresma, teremos a oportunidade de vivermos um tempo forte de penitência e oração. Serão dias de jejum e renúncias pessoais vividos intensamente e que têm seu ponto alto na grande celebração da Páscoa.


PROGRAMA

1ª SEMANA: Perdoar é caminhar para Deus.
De que adianta irmos à missa todos os domingos se não há paz e perdão em nossos relacionamentos? O que adianta jejum e oração se continuamos vingativos e mesquinhos? Faça uma boa confissão. Leitura Bíblica Is 58,6

2ª SEMANA: Jejum da Língua.
Silêncio! Evite falar o que não deve, principalmente se envolver em qualquer tipo de fofoca. Leitura Bíblica Tg 3,1-18

3ª SEMANA: Jejum dos passos.
Evite ir a lugares que podem levar a um espírito contrário ao da Quaresma. Leitura Bíblica: Jô 13,21-33, 36-38

4ª SEMANA: Jejum da vista.
Evite ver aquilo que atrapalha a caminhada, como por exemplo: novelas, filmes, revistas, livros, etc.
Leitura Bíblica: Mt 6,22-23

5ª SEMANA: Jejum do gosto.
Entre em comunhão com todos os que sofrem evitando os alimentos de que mais gostamos, como doces, sorvetes, chocolates, bebidas, etc.
Leitura Bíblica: I Cor 11,23-34 Eclo 31,16-17; 27-29

6ª SEMANA: Jejum do coração.
Desapego daquilo que mais atrapalha o reino de Deus nas pessoas. Por exemplo: falta de amor e perdão, brigas, palavras ofensivas, ódios, vinganças, etc.
Leitura Bíblica: Hb 4,14-16; 5, 7-9


ENCERRAMENTO

Reflita neste texto bíblico: I Cor 6, 12-20
Vá ao Santíssimo Sacramento e ofereça-se a Jesus. Ofereça seu sofrimento, suas alegrias, suas derrotas e suas vitórias.
Como gesto concreto ofereça algo a alguém necessitado. Ofereça seu tempo, seu amor, seu perdão. Reconcilie-se com Deus e com seu irmão.
Prepare o seu coração para receber Jesus. Passe poara uma nova vida. Arrume sua casa com muito carinho. Enfeite-a com flores porque Jesus está morando nela.



FELIZ PÁSCOA!

quarta-feira, 9 de março de 2011

Campanha da Fraternidade

Brasília, 09 mar (SIR/CNBB) - O secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Dimas Lara Barbosa, recebe a imprensa nesta quarta-feira, 9, às 14h30, na sede da Conferência dos Bispos, em Brasília, para a abertura oficial da Campanha da Fraternidade 2011 (CF). Dom Dimas apresentará aos jornalistas as expectativas da CNBB em relação à CF, além da mensagem do papa Bento XVI enviada exclusivamente para a Campanha. Durante a Coletiva, o secretário executivo da CF, padre Luiz Carlos Dias, apresentará à imprensa os principais objetivos da Campanha que, neste ano, vai discutir o tema “Fraternidade e a vida no Planeta”. O lema, “A criação geme em dores de parto”, é tirado da carta de São Paulo aos Romanos. A Campanha tem como objetivo geral “contribuir para a conscientização das comunidades cristãs e pessoas de boa vontade sobre a gravidade do aquecimento global e das mudanças climáticas, e motivá-las a participar dos debates e ações que visam enfrentar o problema e preservar as condições de vida no planeta”. Realizada por todas as dioceses do Brasil, a Campanha da Fraternidade foi criada em 1964 e esta é a quarta vez aborda um tema relacionado à preservação da natureza e do meio ambiente. Em 1979, foi discutido o tema “Preserve o que é de todos”; em 2004, “Água, fonte de vida”; e, em 2007, “Vida e missão neste chão”, falando da Amazônia.
Fonte: CNBB

Mensagem do Santo Padre para a Campanha da Fraternidade

Cidade do Vaticano, 09 mar (SIR) – A Sala de Imprensa do Vaticano publicou no final da manhã de hoje (horário de Roma, -4h de Brasília) a Mensagem que o Santo Padre Bento XVI enviou a dom Geraldo Lyrio Rocha, Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e arcebispo de Mariana (MG), por ocasião da anual Campanha da Fraternidade da Igreja no Brasil:
Eis a íntegra da mensagem papal

Ao Venerado Irmão
DOM GERALDO LYRIO ROCHA
Arcebispo de Mariana (MG) e Presidente da CNBB

É com viva satisfação que venho unir-me, uma vez mais, a toda Igreja no Brasil que se propõe percorrer o itinerário penitencial da quaresma, em preparação para a Páscoa do Senhor Jesus, no qual se insere a Campanha da Fraternidade cujo tema neste ano é: "Fraternidade e vida no Planeta", pedindo a mudança de mentalidade e atitudes para a salvaguarda da criação.
Pensando no lema da referida Campanha, "a criação geme em dores de parto", que faz eco às palavras de São Paulo na sua Carta aos Romanos (8,22), podemos incluir entre os motivos de tais gemidos o dano provocado na criação pelo egoísmo humano. Contudo, é igualmente verdadeiro que a "criação espera ansiosamente a revelação dos filhos de Deus" (Rm 8,19). Assim como o pecado destrói a criação, esta é também restaurada quando se fazem presentes "os filhos de Deus", cuidando do mundo para que Deus seja tudo em todos (cf. 1 Co 15, 28).
O primeiro passo para uma reta relação com o mundo que nos circunda é justamente o reconhecimento, da parte do homem, da sua condição de criatura: o homem não é Deus, mas a Sua imagem; por isso, ele deve procurar tornar-se mais sensível à presença de Deus naquilo que está ao seu redor: em todas as criaturas e, especialmente, na pessoa humana há uma certa epifania de Deus. «Quem sabe reconhecer no cosmos os reflexos do rosto invisível do Criador, é levado a ter maior amor pelas criaturas» (Bento XVI, Homilia na Solenidade da Santíssima Mãe de Deus, 1º-01-2010). O homem só será capaz de respeitar as criaturas na medida em que tiver no seu espírito um sentido pleno da vida; caso contrário, será levado a desprezar-se a si mesmo e àquilo que o circunda, a não ter respeito pelo ambiente em que vive, pela criação. Por isso, a primeira ecologia a ser defendida é a "ecologia humana" (cf. Bento XVI, Encíclica Caritas in veritate, 51). Ou seja, sem uma clara defesa da vida humana, desde sua concepção até a morte natural; sem uma defesa da família baseada no matrimônio entre um homem e uma mulher; sem uma verdadeira defesa daqueles que são excluídos e marginalizados pela sociedade, sem esquecer, neste contexto, daqueles que perderam tudo, vítimas de desastres naturais, nunca se poderá falar de uma autêntica defesa do meio-ambiente.
Recordando que o dever de cuidar do meio-ambiente é um imperativo que nasce da consciência de que Deus confia a Sua criação ao homem não para que este exerça sobre ela um domínio arbitrário, mas que a conserve e cuide como um filho cuida da herança de seu pai, e uma grande herança Deus confiou aos brasileiros, de bom grado envio-lhes uma propiciadora Bênção Apostólica.

Vaticano, 16 de fevereiro de 2011

BENEDICTUS PP. XVI
Fonte: Radio Vaticano

domingo, 6 de março de 2011

CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2011 - Fraternidade e Vida no Planeta

Na próxima quarta-feira, 9, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) abre oficialmente a Campanha da Fraternidade 2011 (CF), que tem por tema: “Fraternidade e a Vida no Planeta” e lema: “A criação geme em dores de parto” (Rm 8,22). O ato de lançamento nacional, aberto à imprensa, acontece no auditório Dom Helder Câmara, na sede da CNBB, em Brasília, às 14h30, e será presidido pelo secretário geral da Conferência dos Bispos, dom Dimas Lara Barbosa.

A programação será bastante objetiva, iniciando com a apresentação da mensagem do papa Bento XVI, saudando a Campanha. Em seguida, o secretário executivo da CF, padre Luiz Carlos Dias, exporá os objetivos da Campanha, bem como a dinâmica de sua realização nas dioceses, paróquias e comunidades do país. O secretário geral da CNBB, dom Dimas Lara Barbosa, encerra o ato falando sobre as expectativas da Igreja com a Campanha. Terminada a cerimônia, dom Dimas atende os jornalistas, numa coletiva de imprensa.

Esta é a 47ª Campanha da Fraternidade desde que foi criada em 1964. A conscientização sobre o aquecimento global e as mudanças climáticas está entre os principais objetivos da Campanha. A busca de ações que preservem a vida no planeta é outra meta da CF.

Com 124 páginas e dividido em quatro partes, o texto-base, carro-chefe da CF, apresenta o conteúdo a ser discutido ao longo da Campanha. Na primeira, faz uma análise da realidade procurando estabelecer as causas do aquecimento global e das mudanças climáticas. Toca na relação que há entre o aquecimento global e as atividades humanas; questiona o modelo energético do país; denuncia o desmatamento e as queimadas, responsáveis por 50% da emissão de gases de efeito estufa no Brasil; interpela o agronegócio e o atual modelo de desenvolvimento. A Campanha vai alertar, ainda, para a ameaça à biodiversidade e para o risco da escassez de água no planeta.

A segunda parte do texto-base busca na bíblia, na teologia e na palavra da Igreja a fundamentação do tema e do lema da CF. Já na terceira parte, aponta diversas atitudes que podem ser tomadas por pessoas, comunidades, governo, empresas e instituições, com o objetivo de preservar a vida no planeta terra.

Para o secretário geral da CNBB, a Igreja é motivada pela fé quando discute temas como o proposto pela CF deste ano. “A fé nos torna específicos numa discussão como essa. A nossa fundamentação é teológica e se baseia no próprio projeto de Deus para com a criação e para com o ser humano”, explica dom Dimas. “A ecologia humana é um tema fundamental trazido pelo papa João Paulo II e, depois, por Bento XVI. De acordo com o papa, o centro do universo está na pessoa humana e, muitas vezes, as políticas públicas não levam em conta esses dois pontos, principalmente as pessoas mais vulneráveis, os mais pobres”, acrescenta.

O secretário executivo da CF, padre Luiz Carlos Dias, diz que a preocupação da Igreja com o meio ambiente está ligada à sua missão de defender a vida. “A Igreja demonstra suas preocupações com o estado de nosso planeta, que precisa de cuidados para que continue a oferecer as condições necessárias para a vida nele instalada”, disse o secretário.

Esta não é a primeira vez que a CF aborda o tema meio ambiente. Em 1979, a Campanha discutiu o tema “Preserve o que é de todos”; em 2004, “Fraternidade e Água – Água, fonte de vida”; e, em 2007, a Amazônia foi lembrada: “Fraternidade e Amazônia – vida e missão neste chão”.

Fonte: CNBB

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

CATEQUESE COM PAPA BENTO XVI

Sem conversão pessoal, não há verdadeira reforma da Igreja: sublinhou o Papa na audiência geral, dedicada a São Roberto Belarmino (1541-1621), teólogo jesuíta, bispo e doutor da Igreja.

"Não pode haver verdadeira reforma da Igreja, sem a nossa reforma pessoal, sem a conversão do nosso coração – advertiu o Papa, dirigindo-se aos mais de sete mil peregrinos que participaram nesta quarta-feira, na Aula Paulo VI, no Vaticano, à audiência - geral, dedicada a São Roberto Belarmino, teólogo jesuíta, escritor e cardeal, que viveu de 1542 a 1621, desempenhando um importante papel, em “tempos marcados pela dolorosa cisão da cristandade ocidental, quando (explicou Bento XVI) uma grave crise política e religiosa provocou a separação da Sé Apostólica de nações inteiras”.
“Queridos irmãos e irmãs, «Fomos criados para a glória de Deus e para a salvação eterna: este é o nosso fim. Se o alcançarmos, seremos felizes; se dele nos afastamos, seremos infelizes. Por isso, devemos considerar como verdadeiramente bom o que nos conduz ao nosso fim, e como verdadeiramente mau o que dele nos afasta»: assim escreve São Roberto Belarmino, bispo e doutor da Igreja. O Concílio de Trento terminara há pouco, e a Igreja Católica precisava de ver confirmada e consolidada a sua identidade face à Reforma protestante. A acção do nosso Santo insere-se neste contexto, tendo servido fiel e valorosamente a Igreja ao longo dos últimos decénios do século XVI e primeiros do século XVII. Na sua obra O Gemido da Pomba – «pomba» aqui é a Igreja –, chama vigorosamente o clero e os fiéis a uma reforma pessoal e concreta da própria vida. Com grande clareza e com o exemplo da vida, ensina que não pode haver verdadeira reforma da Igreja, se primeiro não houver a nossa reforma pessoal e a conversão do coração.
***
Amados peregrinos de língua portuguesa, a todos saúdo cordialmente, desejando que este nosso encontro dê frutos de renovação interior, que consolidem a concórdia nas famílias e comunidades cristãs, a bem da justiça e da paz no mundo. Como penhor de graça e paz divina, para vós e vossos queridos, de bom grado vos concedo a Bênção Apostólica.”
Na saudação dirigida aos peregrinos de língua inglesa, Bento XVI lembrou as vítimas do “devastador” sismo na cidade de Christchurch, sul da Nova Zelândia, que já provocou 75 mortos, havendo ainda 300 pessoas dadas como desaparecidas. “Um novo e poderoso terramoto, ainda mais devastador do que o do último Setembro, atingiu a cidade de Christchurch, Nova Zelândia, causando consideráveis perdas de vidas humanas e o desaparecimento de muitos pessoas, já para não falar nos danos dos edifícios”, disse o Papa, que assegurou que os seus pensamentos e orações se dirigem, neste momento, “às pessoas que foram duramente provadas por esta tragédia”. “Peçamos a Deus que alivie o seu sofrimento e apoie os que estão envolvidos nas operações de resgate”, apelou, recordando ainda “todos os que perderam a vida”.
Recordamos que o estado de emergência foi declarado em Christchurch, a segunda mais importante cidade da Nova Zelândia, de 400 mil habitantes, onde se registou terça-feira um sismo de magnitude 6,3 na escala de Richter. Vários edifícios da cidade neozelandesa incendiaram-se depois de ruírem.
No final da audiência, Bento XVI procedeu à bênção da “Chama beneditina da Paz”, no início da respectiva peregrinação anual, desta vez em terras britânicas, para se concluir como sempre nos lugares de nascimento e morte de São Bento, Nórcia e Montecassino, a 21 de morte, festa deste Santo patrono da Europa. Saudando o arcebispo de Spoleto-Nórcia, os abades dos mosteiros de Nórcia e Montecassino e as respectivas autoridades municipais, o Papa agradeceu-lhes a visita, fazendo votos de que esta tradicional iniciativa contribua para reavivar a luz da fé, especialmente na Europa e seja portadora de concórdia e reconciliação”.
A chamada beneditina partirá no dia 1 de Março para Londres, onde será acesa na Abadia anglicana de Westminster, no decurso de uma celebração ecuménica.Antes da audiência geral, no exterior da basílica de São Pedro, Bento XVI procedeu à bênção de uma grande imagem de São Marão, fundador da Igreja maronita, colocada num dos enormes nichos existentes na parte externa da ábside basilical. Presentes o cardeal Nasrallah Pierre Sfeir, patriarca dos Maronitas, assim como o presidente libanês Michel Suleiman, e um grupo de ministros, das diversas confissões. O chefe de Estado do Líbano será recebido em audiência pelo Papa, nesta quinta-feira.
Fonte: Radio Vaticano

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

CATEQUESE COM PAPA BENTO XVI

São João da Cruz

Nesta quarta-feira (16/2) na Audiência Geral o Papa Bento XVI apelou à “purificação” da humanidade, afirmando que a santidade não é “privilégio” de poucas pessoas. Na audiência publica semanal, realizada na manhã desta quarta feira o Papa apresentou uma reflexão sobre São João da Cruz, espanhol nascido em 1542 e falecido em 1591, religioso carmelita que é visto como uma das referências da história da espiritualidade da Igreja Católica.
O Papa destacou o fato deste santo ser “um dos mais importantes poetas líricos espanhóis” e disse que as suas obras propõem “um caminho de purificação da alma pela ação misteriosa do Espírito Santo até à união do amor com Deus”.
“São João da Cruz, cantor do Amor divino, exorta-nos a empreender resolutamente o caminho de purificação do nosso coração e da nossa vida, para reencontrar a luz de Cristo para além das nossas obscuridades humanas”, prosseguiu. Para Bento XVI, “a santidade não é um privilégio de alguns, é a vocação a que cada cristão é chamado”. 
"Queridos irmãos e irmãs, Há duas semanas apresentei a figura da grande mística espanhola Teresa de Jesus; hoje gostaria de falar de São João da Cruz, reformador junto com ela da Ordem Carmelita. Nasceu em uma família pobre, tendo ficado órfão de pai ainda jovem. Devido às suas qualidades humanas e resultados no estudo, foi admitido no Colégio dos Jesuítas em Medina do Campo. Terminada a sua formação, decidiu fazer-se Carmelita. Após ter sido ordenado sacerdote, conheceu Santa Teresa, a qual lhe expôs o plano reformador para a sua ordem religiosa, que daria origem aos Carmelitas Descalços. Contudo, a sua adesão à reforma, devido a injustiças e incompreensões, causou-lhe muito sofrimento. Por fim, depois de fazer parte do governo geral da família teresiana, morreu em 1591 [mil quinhentos e noventa e um], dizendo aos seus confrades que recitavam o Ofício Matutino: “Hoje vou cantar o Ofício no céu”. Suas principais obras, nas quais apresenta a sua profunda doutrina mística, são: Subida ao Monte Carmelo; Noite Escura; Cântico Espiritual e Chama viva de Amor. 
Amados peregrinos de língua portuguesa: a todos saúdo cordialmente e recordo, com São João da Cruz, que a santidade não é privilégio de poucos, mas vocação a qual todo cristão é chamado. Por isso, exorto-vos a entrardes de modo sempre mais decidido no caminho de purificação do coração e da vida, para irdes ao encontro de Cristo. Somente nele jaz a verdadeira felicidade. Ide em paz!"
Após a catequese, Bento XVI saudou as Missionárias da Caridade, congregação religiosa fundada pela “inesquecível” Madre Teresa de Calcutá, agradecendo-lhes pelo seu “alegre testemunho cristão”.
Presentes na grande aula das audiências do Vaticano, com capacidade para mais de seis mil pessoas, estavam também os coordenadores regionais do chamado «Apostolado do Mar», a quem o Papa encorajou a “encontrar respostas pastorais adequadas aos problemas dos marítimos e das suas famílias”.
Ainda nas saudações em italiano, Bento XVI dirigiu-se aos representantes de uma instituição bancária, pedindo “um compromisso cada vez maior ao serviço das verdadeiras necessidades sociais”.

Rádio Vaticana - Sala Paulo VI

sábado, 12 de fevereiro de 2011

CATEQUESE COM PAPA BENTO XVI

São Pedro Canísio, modelo de pregador e testemunha cristã, sem tons polémicos: tema da catequese do Papa na audiência geral


O anúncio cristão, e o ministério dos padres e fiéis, “é incisivo e produz nos corações frutos de salvação, só se o pregador for testemunha pessoal de Jesus e souber ser instrumento de vida moral, através da oração incessante e do amor; isto vale para qualquer cristão que queira viver com empenho e fidelidade a sua adesão a Cristo”. Considerações de Bento XVI, na audiência geral desta quarta-feira, dedicada a São Pedro Canísio (1521-1597), “doutor da Igreja”, jesuíta holandês que actuou sobretudo na Alemanha, nos tempos da Reforma protestante. 
“A vida cristã não cresce – sublinhou o Papa – se não for alimentada pela participação na liturgia e pela oração pessoal quotidiana, pelo contacto pessoal com Deus: no meio das mil actividades e dos múltiplos estímulos do dia a dia, é necessário encontrar cada dia momentos de recolhimento perante o Senhor, para O escutar e falar com Ele” – recomendou.
Bento XVI explicou as características de pregador de São Pedro Canísio, cujos catecismos formaram gerações e gerações de católicos, ao longo de séculos. “Em tempos de fortes contrastes confessionais (observou), ele evitava asperezas e a retórica da ira”, expondo a doutrina o mais possível numa linguagem bíblica e sem tons polémicos. Revelando um amplo e penetrante conhecimento da Sagrada Escritura e dos Padres da Igreja, as obras de São Pedro Canísio, de uma austera espiritualidade, visavam propor simplesmente os conteúdos da fé católica, revitalizando a fé da Igreja. 


Resumo da catequese de Bento XVI pronunciada em português e a saudação dirigida aos peregrinos lusófonos: 


“Queridos irmãos e irmãs,
São Pedro Canísio, sacerdote jesuíta e doutor da Igreja, nasceu em Nimega, na Holanda, no ano 1521. Interveio em acontecimentos decisivos do seu tempo, como o Concílio de Trento, e exerceu uma influência especial com os seus escritos. A sua obra mais difundida é o Catecismo, onde aparece a doutrina exposta sob a forma de breves perguntas e respostas, elaboradas em termos bíblicos e sem tons polémicos. E dele preparou três versões: uma para pessoas com elementares noções de teologia; outra para crianças sem escolaridade; e a terceira para estudantes liceais ou universitários. Nisto se revela uma das características de Pedro Canísio: sabia harmonizar a fidelidade aos princípios dogmáticos com o respeito devido a cada pessoa.
“Amados peregrinos de língua portuguesa, para todos a minha saudação amiga e encorajadora! Antes de vós, veio peregrino a Roma Pedro Canísio para invocar a intercessão dos Apóstolos São Pedro e São Paulo sobre a missão que lhe fora confiada na Alemanha, o seu campo de apostolado mais longo. No seu diário, descreve como aqui sentiu a graça divina que fazia dele um continuador da missão dos Apóstolos. Como ele, todos nós, cristãos, somos enviados a evangelizar, mas para isso precisamos de permanecer unidos com Jesus e com a Igreja. Sobre vós e a vossa família, desça a minha Bênção.”
No final da audiência, após as variadas saudações aos mais de cinco mil peregrinos presentes na Aula Paulo VI, do Vaticano, Bento XVI dirigiu-se particularmente os bispos participantes no encontro promovido pelo Movimento dos Focolares: congratulando-se com “esta oportunidade” de “confrontarem experiências eclesiais de diversas zonas do mundo”, o Papa fez votos de que “estas jornadas de oração e reflexão possam produzir abundantes frutos” para as respectivas comunidades. 

Bento XVI saudou também os membros da Associação “Novos Horizontes”, recentemente reconhecida pelo Pontifício Conselho para os Leigos como associação internacional de fiéis. 



Fone: Rádio Vaticano

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

11 DE FEVEREIRO, DIA DE NOSSA SENHORA DE LOURDES

“Eu sou a Imaculada Conceição!”

Em 8 de dezembro de 1854 o então beato papa Pio IX proclamou ao mundo o dogma da Imaculada Conceição de Maria, assim a Igreja confirma como Verdade de Fé que Maria, serva de Deus, é pura do pecado original e santa.
Quatro anos depois da proclamação do dógma, na 16ª aparição de Nossa Senhora a Santa Bernardete Soubirous, no dia 25 de março de 1858, às 5 horas da manhã na gruta de Lourdes quando Bernadete, depois de rezar o terço em êxtase, levantou-se e caminhou em direção à Aparição e conversaram:

Disse Bernadete:
- “Mademoiselle, quer ter a bondade de me dizer quem és, se faz o favor”?
A Aparição sorriu, não respondeu. Bernade insiste mais uma vez na pergunta, obtendo como respostas um sorriso modesto da Visão. Pela terceira vez a Aparição não sorriu mais, ficou séria, então as mãos que estavam unidas afastaram-se estendendo sobre a terra e depois novamente juntas à altura do peito, levantou os olhos ao Céu e disse:

“Eu Sou a Imaculada Conceição”

Dito isto, desapareceu.

Assim confirmando para o mundo e principalmente para os católicos que Maria desde sempre foi preservada do pecado original, por mérito de Deus a quem ela serviu com amor e fidelidade até a glória dos céus.

11 de fevereiro, dia de Nossa Senhora das Dores, também dia mundial dos enfermos haverá na Igreja Matriz Missa da Misericórdia, às 15h, ao final benção solene aos enfermos.

Neste dia rezemos pela saúde dos enfermos de nossa comunidade e por nossa saúde!

Oração:

Ó Virgem puríssima, Nossa Senhora de Lourdes, que vos dignastes aparecer a Bernadette, no lugar solitário de uma gruta, para nos lembrar que é no sossego e recolhimento que Deus nos fala e nós falamos com ele, ajudai-nos a encontrar o sossego e a paz da alma que nos ajudem a conservar-nos sempre unidos a Deus.
Nossa Senhora da gruta, dai-me a graça que vos peço e tanto preciso (pedido).
Nossa Senhora de Lourdes, rogai por nós.
Amém.