quinta-feira, 9 de junho de 2011

D. Roberto Francisco Ferrería Paz novo Bispo Diocesano

Para a diocese de Campos, o papa nomeou o bispo auxiliar da arquidiocese de Niterói (RJ), dom Roberto Francisco Ferrería Paz.

O papa Bento XVI aceitou, nesta quarta-feira, 8, o pedido de renúncia dos bispos dom Roberto Gomes Guimarães, de 75 anos, e dom João Maria Messi, 76 anos, da diocese de Barra do Piraí-Volta Redonda. A renúncia de ambos tem como base o cânon 401 § 1º, que prescreve o pedido da renúncia do bispo ao completar 75 anos.

A Diocese de Campos tem uma superfície de 12.520 quilômetros quadrados e uma população de 1.063.000 habitantes; os católicos são 919.000, assistidos por 81 sacerdotes 103 religiosas e 2 diáconos permanentes.

O novo bispo de Campos (RJ), Dom Roberto, anunciado nesta quarta-feira, nasceu em Montevidéu (Uruguai), em 05 de junho de 1953. Há muitos anos é cidadão brasileiro. Concluiu os estudos de filosofia no Seminário Maior de Porto Alegre – RS e os de Teologia (1º), no Instituto de Teologia da Pontifícia Universidade Católica de Porto Alegre - RS e, depois, no Instituto Teológico da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, no Rio de Janeiro, RJ. Fez uma especialização em História, na Universidade de Montevidéu, Uruguai e Mestrado em Direito Canônico no Instituto Superior de Direito Canônico do Rio de Janeiro. Além disso, fez especializações em Notariado Eclesiástico, Direito Matrimonial Católico, aperfeiçoamento para juízes e funcionários de Tribunais Eclesiásticos, Bioética, Ética em Pesquisa, Espiritualidade, Bioética e Tradições Religiosas.

Sua Ordenação Sacerdotal aconteceu a 16 de dezembro de 1989, e incardinado na Arquidiocese de Porto Alegre – RS.

Nomeado Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Niterói com a sede titular de Accia, em 19 de dezembro de 2007, foi Ordenado Bispo na Catedral Metropolitana de Porto Alegre, no dia 22 de fevereiro de 2008, por Dom Frei Alano Maria Pena O.P. e apresentado na Arquidiocese de Niterói no dia 03 de março de 2008.

Antes de ser ordenado bispo, Dom Roberto exerceu as seguintes atividades: Vigário Paroquial da Paróquia São Luís Gonzaga, em Porto Alegre – RS (1990-1991); Professor de Direito Canônico na Pontifícia Universidade Católica e no Seminário Maior de Viamão (1990-1996); Juiz do Tribunal Eclesiástico (1990-2006); pároco da Paróquia Nossa Senhora da Paz, em Porto Alegre (1992-2007); Membro Conselheiro do Serviço Interconfessional de Aconselhamento (SICA); Diretor Espiritual Regional do “Encontro de Casais com Cristo-ECC”, no Rio Grande do Sul - RS e Santa Catarina – SC (1995 a 2007); Coordenador Pastoral do Vicariato da Cultura; Vigário Judicial do Tribunal Interdiocesano Regional de 2ª Instância (2006-2007); Responsável pelo Setor do Ecumenismo e do Diálogo Inter-religioso; Presidente da Comissão Arquidiocesana para as Comunicações Sociais; Supervisor Teológico do Jornal “Novo Milênio” e Membro do Conselho de Presbíteros e do Colégio dos Consultores da Arquidiocese de Porto Alegre; delegado arquidiocesano na Comissão Regional de Ecumenismo, coordenador de Pastoral da Área Petrópolis.

Foi ainda: Assistente eclesiástico da Associação de Dirigentes Cristãos de Empresa; Membro fundador do Movimento de Profissionais Católicos, da Associação de Juristas Católicos, do Grupo de Diálogo inter-religioso em Porto Alegre e membro da Associação Brasileira de Canonistas; Secretário do Comitê de Ética em Pesquisa do Hospital Cardiologia, de Porto Alegre.

A missa de posse está marcada para o dia 06 de agosto, às 10h, local a confimar.

Dom Roberto comunica que toda sua agenda até 31 de julho, será cumprida.

(Fonte; Arquidiocese de Niterói)

Dom Roberto Francisco Ferrería Paz, seja bem vindo a nossa Diocese, Miracema lhe saúda e aguarda sua visita! E a Dom Roberto Gomes Guimarães nossas profundas orações e agradecimentos por estes 15 anos juntos na caminhada da fé.


São os votos da Paróquia Santo Antônio de Miracema.

terça-feira, 31 de maio de 2011

PROGRAMAÇÃO DA FESTA DE SANTO ANTÔNIO

FESTA DE SANTO ANTÔNIO DE MIRACEMA

E

XXIV FEIRA DA FRATERNIDADE

2011

“Deus te abençoe com sua mão poderosa, te conceda seus dons, te conserve em sua graça, faça frutificar a tua vida em boas obras, para que possas atingir a herança eterna”.

(Dos Sermões de Santo Antônio)

De 01 a 13/06

Santa Missa na Igreja Matriz, Trezena e Benção com as Relíquias de Santo Antonio.

OBS: Durante a Trezena haverá procissão saindo das Comunidades para a Igreja Matriz às 18h. Neste período as pessoas poderão trazer os pedidos e depositá-los na caixinha que ficará diante da Imagem de Santo Antonio.

Dia 01/06 (Quarta-feira)

18h - Procissão saindo do Hospital (Bairro Hospital)

19h - Santa Missa e início da Trezena

Dia 02/06 (Quinta-feira)

18h - Procissão saindo da Capela São Sebastião (Bairro Jove)

19h - Santa Missa e Trezena

Dia 03/06 (Sexta-feira)

19h – Santa Missa e Trezena presidida pelo Bispo Diocesano Dom Roberto Gomes Guimarães.

Dia 04/06 (Sábado)

14h – Santa Missa

19h - Santa Missa e Trezena

Dia 05/06 (Domingo)

8h – Santa Missa

19h 30min - Santa Missa e Trezena

Dia 06/06 (segunda-feira)

18h - Procissão saindo da Rua da Capivara - Bairro Nossa Senhora Aparecida

19h - Santa Missa e Trezena.

Dia 07/06 (terça-feira)

18h - Procissão saindo da Igreja Nossa Senhora das Graças – Bairro Boa Vista

19h - Santa Missa e Trezena.

Dia 08/06 (Quarta-feira)

18h - Procissão saindo da Igreja São José – Bairro Cehab

19h - Santa Missa e Trezena.

Dia 09/06 (Quinta-feira)

18h – Procissão saindo da Igreja Santa Terezinha – Bairro Santa Tereza

19h - Santa Missa e Trezena.

Dia 10/06 (Sexta-feira) – INÍCIO DA FESTA SOCIAL E XXIV FEIRA DA FRATERNIDADE

18h - Procissão Saindo da Capela Nossa Senhora de Fátima

19h - Santa Missa e Trezena.

20h - Abertura das Barracas (Café da manhã, tortas, angu à baiana, salgados, salsichão, cachorro quente, chocolate, bolo, refrigerante, caldos, canjiquinha, trabalhos manuais, etc...)

20h e 30mim – Apresentação das Escolas Estaduais, Municipais e Particulares.

Dia 11/06 (Sábado)

14h – Santa Missa e Consagração das crianças à Santo Antonio

18h – Boi no Rolete – Patrocínio Orlando Siqueira

19h – Santa Missa e Trezena.

20h – Festival de Intérpretes Católicos com premiação de R$1.000,00

22h – Show com Márcio Pacheco – Canção Nova

Dia 12/06 (Domingo)

8h - Santa Missa

15h – SHOW DE PRÊMIOS – Praça das Mães Patrocínio: Comércio local e Dizimistas

1º prêmio: Poupança no valor de R$ 500,00

2º prêmio: Poupança no valor de R$ 500,00

3º prêmio: Poupança no valor de R$ 1.000,00

4º prêmio: Poupança no valor de R$ 2.000,00

5º prêmio: Poupança no valor de R$ 5.000,00

19h 30min - Santa Missa e Trezena

20h e 30min– Apresentação da Studio’S

22h – Show com a Banda Sakra – Itaperuna-RJ

Dia 13/06 (segunda-feira) - “Dia do Padroeiro Santo Antonio”

9h - Santa Missa, Trezena, benção e distribuição dos pães e benção para as gestantes.

18h - Santa Missa Solene em Honra a Santo Antônio.

19h - Procissão e benção com as relíquias de Santo Antonio.

20h - Distribuição dos pães de Santo Antonio na Praça das Mães

20h e 30min - Queima de fogos.

21h – Apresentação da Banda Sete de Setembro

E logo após Louvor

Dia 19/06 (domingo)

8h – Santa Missa em ação de graças pelo êxito da Festa de Santo Antonio e XXIV Feira da Fraternidade.

Participação: Todos que colaboraram de forma direta ou indiretamente para a realização da Festa do Padroeiro de Nosso Município.

(Paróquia Santo Antônio – Monsenhor Mateus Panackakuzhy e Comissão Organizadora da Festa).

quarta-feira, 11 de maio de 2011

MAIO, MÊS DE MARIA

Neste mês de maio temos a graça de comemorar a aparição de Nossa Senhora na pequena aldeia de Fátima e lembrarmos o conteúdo de Sua mensagem, que ainda hoje, possui força entre seus filhos.

No dia 5 de maio de 1917, durante a primeira guerra mundial, o Papa Bento XV convidou aos Católicos do mundo inteiro para se unirem em uma cruzada de orações para obter a paz, com a Intercessão de Nossa Senhora. Oito dias depois a Santíssima Virgem dava aos homens a Sua resposta, aparecendo aos 13 de maio a três pastorinhos portugueses, Lúcia de Jesus dos Santos (de 10 anos), Francisco Marto (de 9 anos) e Jacinta Marto (de 7 anos), quando apascentavam um pequeno rebanho na Cova da Iria, freguesia de Aljustel, Portugal.

Por volta do meio dia, depois de rezarem o terço, as crianças teriam visto uma luz brilhante; julgando ser um relâmpago, decidiram ir-se embora, mas, logo depois, outro clarão teria iluminado o espaço. Nessa altura, viram em cima de uma pequena azinheira (onde agora se encontra a Capelinha das Aparições), uma "Senhora mais brilhante que o sol". A senhora disse às três crianças que era necessário rezar muito e que aprendessem a ler; Convidou-as a voltarem ao mesmo sítio no dia 13 dos próximos cinco meses. Lúcia recomendou aos priminhos para não contarem nada em casa. Mas, Jacinta não soube guardar o segredo e no dia 13 de junho, os três pastorinhos não estavam mais sozinhos no encontro.

As três crianças assistiram a outras aparições no mesmo local em 13 de junho, 13 de julho, 13 de setembro e 13 de outubro. No dia 13 de julho Lúcia hesitou em ir ao encontro, porque os pais a haviam maltratado, mas depois se deixou convencer por Jacinta e foi. Precisamente, durante a terceira aparição, Nossa Senhora prometeu um milagre para que o povo acreditasse na história das três crianças. Em agosto, a aparição ocorreu no dia 19, no sítio dos Valinhos, a uns 500 metros do lugar de Aljustrel, porque as crianças tinham sido levadas para Vila Nova de Ourém pelo administrador do Concelho no dia 13 de agosto, e mantidas em cárcere.

Aos 13 de outubro, último encontro, cerca de oitenta mil pessoas lotaram o lugar das aparições e foram testemunhas do milagre anunciado: o sol parecia se mover temeroso, como se estivesse para destacar-se do firmamento, crescendo entre as chamas multicores. Nossa Senhora, em momentos sucessivos, ia aumentando os prodígios para persuadir da sua mensagem, para dar a sua resposta que empenha todos os cristãos: "Rezem o terço todos dias; rezem muito e façam sacrifícios pelos pobres pecadores; são muitos os que vão para o inferno por não haver quem se preocupe em rezar e fazer sacrifícios por eles... A guerra logo vai acabar, mas se não pararem de ofender ao Senhor, não passará muito tempo para vir outra pior. Abandonem o pecado de suas próprias vidas e procurem eliminá-lo da vida dos outros, colaborando com a Redenção do Salvador."

Posteriormente, sendo Lúcia religiosa doroteia, Nossa Senhora ter-lhe-á aparecido novamente em Espanha (10 de Dezembro de 1925 e 15 de Fevereiro de 1926, no Convento de Pontevedra, e na noite de 13 para 14 de Junho de 1929, no Convento de Tui), pedindo a devoção dos cinco primeiros sábados (rezar o terço, meditar nos mistérios do Rosário, confessar-se e receber a Sagrada Comunhão, em reparação dos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria) e a Consagração da Rússia ao mesmo Imaculado Coração.

Ao constatar-se o fato da segunda guerra mundial, os cristãos lembraram-se da mensagem de Fátima. Em 1946, na presença do Cardeal legado, no meio de uma multidão de oitocentas mil pessoas, houve a coroação da estátua de Nossa Senhora de Fátima. Em 1951, Pio XII estabeleceu que o encerramento do Ano Santo fosse celebrado no santuário de Fátima.

Expressão do Coração Imaculado de Maria que no fim irá triunfar é a jaculatória ensinada por Lúcia:
"Ó Meu Jesus, perdoai-nos e livrai-nos do fogo do Inferno, levai as almas todas para o Céu; socorrei principalmente as que mais precisarem!"

Anos mais tarde, nas suas Memórias, Lúcia contou ainda que, entre abril e outubro de 1916, teria já aparecido um anjo aos três pastorinhos, por três vezes, duas na Loca do Cabeço e outra junto ao poço do quintal da casa de Lúcia, convidando-os à oração e penitência, e afirmando ser o "Ano de Portugal".

Este anjo ensinou aos pastorinhos duas orações, conhecidas por Orações do Anjo, que entraram na piedade popular e são utilizadas sobretudo na adoração eucarística.

Segundo a Irmã Lúcia, no seu último livro publicado em 2006, toda a mensagem subjacente às aparições de Nossa Senhora de Fátima é o seguinte: (síntese)

"No decorrer de toda a Mensagem, a começar pelas aparições do Anjo, encontramos um apelo à oração e ao sacrifício oferecido a Deus por amor e conversão dos pecadores. (...), este apelo é como que a norma básica de toda a Mensagem, que começa por introduzir-nos num plano de fé, esperança e amor: "Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-vos". É aqui que assenta a base fundamental de toda a nossa vida sobrenatural: viver de fé, viver de esperança, viver de amor."

Nossa Senhora de Fátima,

rogai por nós!

Fonte: Wikipedia, CNBB Oeste 2

domingo, 8 de maio de 2011

MENSAGEM DE PÁSCOA

Mensagem de Jesus na Páscoa

Ressuscitei e estou com você…
“porque meu amor é para sempre” (cf. Sl 136).
Estas não são simples palavras…
são gestos concretos da Páscoa de Jesus.
Tudo lhe aconteceu nesta terra:
perseguições, sofrimentos, morte.
Mas nele venceu a fidelidade, o amor, a vida.
Sim, a Vida teve a última palavra.

Com sua ressurreição, Jesus nos fez
renascer como “povo da Páscoa”.
Povo que assume a causa pela qual ele
veio a este mundo: “Que todos tenham vida…”:
àqueles que buscam paz, dignidade humana,
liberdade, saúde, solidariedade, amor.

É Páscoa: tempo de esperança e ação.
Tempo para começar uma vida nova,
na certeza de que, nas mãos de Deus,
até a morte pode transformar-se em vida.

Depois da ressurreição, a cruz tornou-se
testemunho de amor, sinal de esperança.
É o poder de Deus que se manifesta
na humildade e no serviço dos que crêem.

Que a luz do Ressuscitado ilumine seu caminho
e lhe dê forças para prosseguir.
Com certeza, todas as noites escuras
acabam tendo sua aurora.
Que a Páscoa aconteça em sua vida!
Creia e alegre-se: ela já está acontecendo.

Feliz Páscoa!

Monsenhor Mateus Panackakuzhy

quinta-feira, 7 de abril de 2011

A VOZ DO PASTOR

CAMINHADA QUARESMAL.
01/04/2011

Na caminhada cristã, é sempre de fundamental importância a revisão de vida, pelo chamado exame de consciência . Como se procede nas atividades comerciais, devemos recorrer ao “balanço” espiritual, para à averiguação dos lucros ou prejuízos. Em nossa caminhada quaresmal, igualmente muito oportuno examinarmo-nos quanto à nossa conduta, no decorrer de todo este período tão marcante em nossa vida cristã. No tempo quaresmal, a Santa Igreja assim nos convida a oração:” Hoje, se ouvirdes a sua voz, não fecheis o vossos corações”. São palavras do salmo 94, onde o salmista nos desperta para a fiel acolhida à Graça Divina, sem jamais incorrermos na censura do Senhor: “ Eis um povo extraviado, seu coração não conheceu os meus caminhos.” (Sl 94) Na preparação para a Semana Santa, o mistério da cruz do calvário se destaca com o brilho fascinante do amor infinito de Jesus, e como força motivadora para os frutos a ser colhidos no progresso espiritual. Disse-nos o Mestre: “ Se Eu for erguido da terra, atrairei tudo para Mim.”( Jo 12,32 ) Com o olhar do coração dirigido para o Divino Crucificado, o esforço da conversão é superado mais facilmente, não obstante a renúncia heróica à nossa vontade rebelde. Através do profeta Joel, o Senhor Deus nos admoesta:” Voltai para Mim, com todo vosso coração: rasgai o coração com o arrependimento, e voltai para o Senhor vosso Deus.” ( Jl 2, 12-13) Este é o critério para avaliarmos os verdadeiros frutos a serem colhidos pela resposta de amor ao Deus que nos amou primeiro: perseverarmos com mais constância , a contemplar, com o máximo enlevo, a deslumbrante misericórdia de Jesus, sacrificado no calvário pelos pecados de toda a humanidade. Do alto da cruz, Jesus parece repetir-nos o desabafo amargurado do profeta Jeremias: “ Ó vós todos que passais pelo caminho, considerai e vede se existe dor semelhante à minha.” Sob pena de nos deixarmos levar por injustificável ingratidão, jamais nos esqueceremos do titulo de Jesus, em razão dos acerbos sofrimentos pela redenção de todos: “ O homem das dores”. Assim compreendemos o edificante exemplo dos santos a aprender no livro da cruz a fiel resposta de gratidão ao Senhor Deus, extasiados perante a maior prova de amor. Com muita razão se afirma não podermos atestar o verdadeiro amor a Deus, se conosco não trouxermos a disponibilidade para suportar toda a cruz e sacrifício, na busca de total conformidade com a agrado da vontade divina. A Santa Quaresma é o tempo de graças abundantes. Não as recebamos sem os frutos espirituais de autêntica mudança de vida, como prova efetiva de terno reconhecimento perante as graças de redenção proveniente da cruz bendita do Santíssimo Salvador.

Campos, 03/04/2011. Dom Roberto Gomes Guimarães

Bispo Diocesano de Campos


domingo, 3 de abril de 2011

PUBLICAÇÃO DE COMENTÁRIOS

Aviso

Atendendo a constantes pedidos, agora está ativo a publicação de comentários.

APROFUNDAMENTO LITÚRGICO

ENTENDENDO A SANTA MISSA

Tipos de Missa

A missa pode ser celebrada com diversas intenções:

Missa em Ação de graças

O devoto solicita ao sacerdote que seja celebrada uma Missa por uma graça alcançada.

Missa de defuntos

Também chamada missa de Réquiem. O celebrante roga a Deus pela alma daquele que faleceu. Muitas vezes é celebrada em datas determinadas, tais como, no momento do funeral (Exéquias ou Missa de corpo presente), no sétimo dia, no trigésimo dia e no aniversário da morte.

A Missa também pode ser qualificada conforme as circunstâncias da sua celebração:

Missa campal

A Missa celebrada em grandes áreas abertas para concentração de grandes multidões.

Missa solene

Nome geralmente dado à missa celebrada por vários ministros, com maior duração e solenidade, por ocasião dalguma festa ou ocasião especial.

Missa pontifical

É a missa solene presidida pelo Bispo na catedral ou em outra igreja importante, com a participação de presbítero, diácono e outros fiéis.

Celebração da Santa Missa

Ritos Iniciais:

Reunida a assembléia que vai participar na missa, o presidente da celebração (um presbítero ou um bispo) dirige-se para o presbitério com os outros ministros e acólitos. Saúda o altar com a vénia, inicia a missa com o Sinal da Cruz e saúda a todos os presentes.

Segue-se o ato penitencial, em que todos os participantes pedem a Deus o perdão por seus pecados, para melhor celebrarem a Eucaristia. Para isso, utiliza-se a Confissão ou outro texto. Segue-se o Senhor tende piedade, Cristo tende piedade, senhor tende piedade, ou na forma solene o Kirie Eleison, tríplice invocação a Cristo.

Nos domingos (exceto no Advento e na Quaresma), solenidades e festas, reza-se ou canta-se o Hino de Louvor (Glória a Deus nas Alturas).

Por fim, o presidente convida todos à oração dizendo Oremos e diz a oração coleta.

Liturgia da Palavra:

A Liturgia da Palavra centra-se na proclamação, escuta e meditação da Palavra de Deus contida na Bíblia.

Apresenta a seguinte estrutura, nos domingos e nas solenidades:

- Primeira Leitura - Leitura do Antigo Testamento (no Tempo Pascal, dos Atos dos Apóstulos).

- Salmo Responsorial, versículos de um Salmo intercalados por um refrão, dito por todos.

- Segunda Leitura - Leitura do Novo Testamento.

- Aclamação ao Evangelho: Aleluia (3x) (ou outro texto, na Quaresma).

- Leitura do Evangelho.

- Homilia, feita pelo presidente da celebração.

- Profissão de fé (recitando o Credo)

- Oração dos Fiéis, também chamada Oração universal ou Preces dos Irmãos.

Nos outros dias que não Domingos e solenidades, fazem-se apenas duas leituras, uma do Antigo ou do Novo Testamento e uma do Evangelho. A Homilia é opcional, assim como a Oração dos fiéis, e geralmente não se faz a Profissão de Fé.

O lugar próprio de proclamação das Leituras, do Salmo responsorial e da Oração dos fiéis é o ambão. As leituras são proclamadas por um leitor, exceto o Evangelho, que é pelo presbítero ou, na sua falta, por um diácono.

Liturgia Eucarística:

É a parte mais importante da Missa, pois contém a sua parte central, a Consagração (oferta e Comunhão do Pão e do Vinho). Onde o pão e vinho, segundo a fé católica, se tornam o Corpo e Sangue de Jesus Cristo.

Após a Oração dos fiéis, são trazidos ao altar o Pão e o Vinho, podendo ser também trazidas ofertas para a Igreja ou para os necessitados.

Tomando o pão e depois o vinho, o presidente da celebração apresenta-os a Deus, dando graças por esses dons. Pede a Deus a purificação, pelo ato simbólico de lavar as mãos. Por fim, pede a oração de todos para a ação que se vai seguir e proclama a Oração sobre as Oblatas ou Oferendas.

O sacerdote então diz então o Prefácio, que começa com um diálogo entre o presidente e a assembléia. Segue-se o texto do prefácio, variável, que é uma oração de Ação de Graças, terminando com a aclamação do Santo, ou na forma solene o Sanctus, cantada ou proclamada por todos.

Oração Eucarística:

Segue-se a parte central da Missa, a Oração Eucarística, também chamada Cânon ou Anáfora. Em todos os ritos há diversos textos aprovados para este momento.

Após umas palavras de ligação mais ou menos longas (chamadas Post Sanctus ou Vere Sanctus), o sacerdote invoca o Espírito Santo sobre o Pão e o Vinho, pedindo que Ele o transforme no Corpo e Sangue de Cristo, momento conhecido por Epiclese ou Transsubstanciação.

É então o momento da Consagração, em que o sacerdote reproduz as palavras e os gestos de Jesus na Última Ceia. Segundo a fé da Igreja, neste momento Cristo torna-se realmente presente no Pão e no Vinho. O sacerdote eleva cada um dos dons para adoração dos fiéis, adora ele mesmo e no fim todos aclamam.

Segue-se a Anamnese, memória dos acontecimentos da Salvação (nomeadamente a Paixão, Morte, Ressurreição e Glorificação de Cristo) e a Oblação, oferta do Corpo e Sangue de Cristo como sacrifício de Salvação, à semelhança do sacrifício da Cruz.

Após diversas intercessões pela Igreja (pedindo também pelo Papa, pelo Bispo local e por todos os que a servem), pelos defuntos e pelos vivos, fazendo ainda memória da Virgem Maria, dos Apóstolos e dos Santos, a Oração Eucarística termina dando glória a Deus, através da chamada Doxologia final.

Estes elementos estão presentes em todos os textos da Oração Eucarística, podendo a sua organização e estrutura mudar apenas conforme o texto empregado.

Rito da Comunhão:

O sacerdote introduz o Pai Nosso, que todos rezam em conjunto. O sacerdote continua com o chamado embolismo e todos concluem.

Segue-se a oração pela Paz, o sacerdote deseja a paz a todos os presentes e, se as circunstâncias o aconselharem, os participantes trocam entre si o gesto da paz.

O sacerdote parte o pão consagrado, enquanto os fiéis cantam ou recitam o Cordeiro de Deus, ou na forma extraordinária Agnus Dei. Por fim, tomando o Pão e o Vinho, apresenta-os aos fiéis, e todos confessam a sua predisposição para o pecado, mas igualmente a confiança na Misericórdia de Deus.

O sacerdote toma então o Pão consagrado e o Cálice, e distribui-os de seguida aos presentes, podendo para isso ser ajudado por um presbítero ou diácono, ou quando necessário, por um leigo para isso habilitado.

Os fiéis comungam da Hóstia Consagrada ou, se o momento for propício, da Hóstia e do Cálice.

Quando todos tiverem comungado, os objetos utilizados são limpos e arrumados. Neste momento o coral e a assembléia fica em um tempo de silêncio em Ação de graças.

O Rito da Comunhão é concluido com a oração depois da Comunhão.

Ritos finais:

Seguem-se, se for necessário, avisos aos fiéis.

Por fim, o presidente da celebração invoca sobre todos a bênção de Deus e o diácono, ou na sua falta o próprio presidente, despede a assembléia.

Fonte: Wiki Canção Nova