sábado, 12 de março de 2011

RETIRO PREPARATÓRIO PARA A PÁSCOA - 2011

Durante esta quaresma, teremos a oportunidade de vivermos um tempo forte de penitência e oração. Serão dias de jejum e renúncias pessoais vividos intensamente e que têm seu ponto alto na grande celebração da Páscoa.


PROGRAMA

1ª SEMANA: Perdoar é caminhar para Deus.
De que adianta irmos à missa todos os domingos se não há paz e perdão em nossos relacionamentos? O que adianta jejum e oração se continuamos vingativos e mesquinhos? Faça uma boa confissão. Leitura Bíblica Is 58,6

2ª SEMANA: Jejum da Língua.
Silêncio! Evite falar o que não deve, principalmente se envolver em qualquer tipo de fofoca. Leitura Bíblica Tg 3,1-18

3ª SEMANA: Jejum dos passos.
Evite ir a lugares que podem levar a um espírito contrário ao da Quaresma. Leitura Bíblica: Jô 13,21-33, 36-38

4ª SEMANA: Jejum da vista.
Evite ver aquilo que atrapalha a caminhada, como por exemplo: novelas, filmes, revistas, livros, etc.
Leitura Bíblica: Mt 6,22-23

5ª SEMANA: Jejum do gosto.
Entre em comunhão com todos os que sofrem evitando os alimentos de que mais gostamos, como doces, sorvetes, chocolates, bebidas, etc.
Leitura Bíblica: I Cor 11,23-34 Eclo 31,16-17; 27-29

6ª SEMANA: Jejum do coração.
Desapego daquilo que mais atrapalha o reino de Deus nas pessoas. Por exemplo: falta de amor e perdão, brigas, palavras ofensivas, ódios, vinganças, etc.
Leitura Bíblica: Hb 4,14-16; 5, 7-9


ENCERRAMENTO

Reflita neste texto bíblico: I Cor 6, 12-20
Vá ao Santíssimo Sacramento e ofereça-se a Jesus. Ofereça seu sofrimento, suas alegrias, suas derrotas e suas vitórias.
Como gesto concreto ofereça algo a alguém necessitado. Ofereça seu tempo, seu amor, seu perdão. Reconcilie-se com Deus e com seu irmão.
Prepare o seu coração para receber Jesus. Passe poara uma nova vida. Arrume sua casa com muito carinho. Enfeite-a com flores porque Jesus está morando nela.



FELIZ PÁSCOA!

quarta-feira, 9 de março de 2011

Campanha da Fraternidade

Brasília, 09 mar (SIR/CNBB) - O secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Dimas Lara Barbosa, recebe a imprensa nesta quarta-feira, 9, às 14h30, na sede da Conferência dos Bispos, em Brasília, para a abertura oficial da Campanha da Fraternidade 2011 (CF). Dom Dimas apresentará aos jornalistas as expectativas da CNBB em relação à CF, além da mensagem do papa Bento XVI enviada exclusivamente para a Campanha. Durante a Coletiva, o secretário executivo da CF, padre Luiz Carlos Dias, apresentará à imprensa os principais objetivos da Campanha que, neste ano, vai discutir o tema “Fraternidade e a vida no Planeta”. O lema, “A criação geme em dores de parto”, é tirado da carta de São Paulo aos Romanos. A Campanha tem como objetivo geral “contribuir para a conscientização das comunidades cristãs e pessoas de boa vontade sobre a gravidade do aquecimento global e das mudanças climáticas, e motivá-las a participar dos debates e ações que visam enfrentar o problema e preservar as condições de vida no planeta”. Realizada por todas as dioceses do Brasil, a Campanha da Fraternidade foi criada em 1964 e esta é a quarta vez aborda um tema relacionado à preservação da natureza e do meio ambiente. Em 1979, foi discutido o tema “Preserve o que é de todos”; em 2004, “Água, fonte de vida”; e, em 2007, “Vida e missão neste chão”, falando da Amazônia.
Fonte: CNBB

Mensagem do Santo Padre para a Campanha da Fraternidade

Cidade do Vaticano, 09 mar (SIR) – A Sala de Imprensa do Vaticano publicou no final da manhã de hoje (horário de Roma, -4h de Brasília) a Mensagem que o Santo Padre Bento XVI enviou a dom Geraldo Lyrio Rocha, Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e arcebispo de Mariana (MG), por ocasião da anual Campanha da Fraternidade da Igreja no Brasil:
Eis a íntegra da mensagem papal

Ao Venerado Irmão
DOM GERALDO LYRIO ROCHA
Arcebispo de Mariana (MG) e Presidente da CNBB

É com viva satisfação que venho unir-me, uma vez mais, a toda Igreja no Brasil que se propõe percorrer o itinerário penitencial da quaresma, em preparação para a Páscoa do Senhor Jesus, no qual se insere a Campanha da Fraternidade cujo tema neste ano é: "Fraternidade e vida no Planeta", pedindo a mudança de mentalidade e atitudes para a salvaguarda da criação.
Pensando no lema da referida Campanha, "a criação geme em dores de parto", que faz eco às palavras de São Paulo na sua Carta aos Romanos (8,22), podemos incluir entre os motivos de tais gemidos o dano provocado na criação pelo egoísmo humano. Contudo, é igualmente verdadeiro que a "criação espera ansiosamente a revelação dos filhos de Deus" (Rm 8,19). Assim como o pecado destrói a criação, esta é também restaurada quando se fazem presentes "os filhos de Deus", cuidando do mundo para que Deus seja tudo em todos (cf. 1 Co 15, 28).
O primeiro passo para uma reta relação com o mundo que nos circunda é justamente o reconhecimento, da parte do homem, da sua condição de criatura: o homem não é Deus, mas a Sua imagem; por isso, ele deve procurar tornar-se mais sensível à presença de Deus naquilo que está ao seu redor: em todas as criaturas e, especialmente, na pessoa humana há uma certa epifania de Deus. «Quem sabe reconhecer no cosmos os reflexos do rosto invisível do Criador, é levado a ter maior amor pelas criaturas» (Bento XVI, Homilia na Solenidade da Santíssima Mãe de Deus, 1º-01-2010). O homem só será capaz de respeitar as criaturas na medida em que tiver no seu espírito um sentido pleno da vida; caso contrário, será levado a desprezar-se a si mesmo e àquilo que o circunda, a não ter respeito pelo ambiente em que vive, pela criação. Por isso, a primeira ecologia a ser defendida é a "ecologia humana" (cf. Bento XVI, Encíclica Caritas in veritate, 51). Ou seja, sem uma clara defesa da vida humana, desde sua concepção até a morte natural; sem uma defesa da família baseada no matrimônio entre um homem e uma mulher; sem uma verdadeira defesa daqueles que são excluídos e marginalizados pela sociedade, sem esquecer, neste contexto, daqueles que perderam tudo, vítimas de desastres naturais, nunca se poderá falar de uma autêntica defesa do meio-ambiente.
Recordando que o dever de cuidar do meio-ambiente é um imperativo que nasce da consciência de que Deus confia a Sua criação ao homem não para que este exerça sobre ela um domínio arbitrário, mas que a conserve e cuide como um filho cuida da herança de seu pai, e uma grande herança Deus confiou aos brasileiros, de bom grado envio-lhes uma propiciadora Bênção Apostólica.

Vaticano, 16 de fevereiro de 2011

BENEDICTUS PP. XVI
Fonte: Radio Vaticano

domingo, 6 de março de 2011

CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2011 - Fraternidade e Vida no Planeta

Na próxima quarta-feira, 9, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) abre oficialmente a Campanha da Fraternidade 2011 (CF), que tem por tema: “Fraternidade e a Vida no Planeta” e lema: “A criação geme em dores de parto” (Rm 8,22). O ato de lançamento nacional, aberto à imprensa, acontece no auditório Dom Helder Câmara, na sede da CNBB, em Brasília, às 14h30, e será presidido pelo secretário geral da Conferência dos Bispos, dom Dimas Lara Barbosa.

A programação será bastante objetiva, iniciando com a apresentação da mensagem do papa Bento XVI, saudando a Campanha. Em seguida, o secretário executivo da CF, padre Luiz Carlos Dias, exporá os objetivos da Campanha, bem como a dinâmica de sua realização nas dioceses, paróquias e comunidades do país. O secretário geral da CNBB, dom Dimas Lara Barbosa, encerra o ato falando sobre as expectativas da Igreja com a Campanha. Terminada a cerimônia, dom Dimas atende os jornalistas, numa coletiva de imprensa.

Esta é a 47ª Campanha da Fraternidade desde que foi criada em 1964. A conscientização sobre o aquecimento global e as mudanças climáticas está entre os principais objetivos da Campanha. A busca de ações que preservem a vida no planeta é outra meta da CF.

Com 124 páginas e dividido em quatro partes, o texto-base, carro-chefe da CF, apresenta o conteúdo a ser discutido ao longo da Campanha. Na primeira, faz uma análise da realidade procurando estabelecer as causas do aquecimento global e das mudanças climáticas. Toca na relação que há entre o aquecimento global e as atividades humanas; questiona o modelo energético do país; denuncia o desmatamento e as queimadas, responsáveis por 50% da emissão de gases de efeito estufa no Brasil; interpela o agronegócio e o atual modelo de desenvolvimento. A Campanha vai alertar, ainda, para a ameaça à biodiversidade e para o risco da escassez de água no planeta.

A segunda parte do texto-base busca na bíblia, na teologia e na palavra da Igreja a fundamentação do tema e do lema da CF. Já na terceira parte, aponta diversas atitudes que podem ser tomadas por pessoas, comunidades, governo, empresas e instituições, com o objetivo de preservar a vida no planeta terra.

Para o secretário geral da CNBB, a Igreja é motivada pela fé quando discute temas como o proposto pela CF deste ano. “A fé nos torna específicos numa discussão como essa. A nossa fundamentação é teológica e se baseia no próprio projeto de Deus para com a criação e para com o ser humano”, explica dom Dimas. “A ecologia humana é um tema fundamental trazido pelo papa João Paulo II e, depois, por Bento XVI. De acordo com o papa, o centro do universo está na pessoa humana e, muitas vezes, as políticas públicas não levam em conta esses dois pontos, principalmente as pessoas mais vulneráveis, os mais pobres”, acrescenta.

O secretário executivo da CF, padre Luiz Carlos Dias, diz que a preocupação da Igreja com o meio ambiente está ligada à sua missão de defender a vida. “A Igreja demonstra suas preocupações com o estado de nosso planeta, que precisa de cuidados para que continue a oferecer as condições necessárias para a vida nele instalada”, disse o secretário.

Esta não é a primeira vez que a CF aborda o tema meio ambiente. Em 1979, a Campanha discutiu o tema “Preserve o que é de todos”; em 2004, “Fraternidade e Água – Água, fonte de vida”; e, em 2007, a Amazônia foi lembrada: “Fraternidade e Amazônia – vida e missão neste chão”.

Fonte: CNBB

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

RETIRO DE CARNAVAL

Começa sábado no CIEP 267 o Retiro de Carnaval de Miracema que acontecerá nos dias 05 a 09 de março. Confira o cartaz abaixo.


quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

CATEQUESE COM PAPA BENTO XVI

Sem conversão pessoal, não há verdadeira reforma da Igreja: sublinhou o Papa na audiência geral, dedicada a São Roberto Belarmino (1541-1621), teólogo jesuíta, bispo e doutor da Igreja.

"Não pode haver verdadeira reforma da Igreja, sem a nossa reforma pessoal, sem a conversão do nosso coração – advertiu o Papa, dirigindo-se aos mais de sete mil peregrinos que participaram nesta quarta-feira, na Aula Paulo VI, no Vaticano, à audiência - geral, dedicada a São Roberto Belarmino, teólogo jesuíta, escritor e cardeal, que viveu de 1542 a 1621, desempenhando um importante papel, em “tempos marcados pela dolorosa cisão da cristandade ocidental, quando (explicou Bento XVI) uma grave crise política e religiosa provocou a separação da Sé Apostólica de nações inteiras”.
“Queridos irmãos e irmãs, «Fomos criados para a glória de Deus e para a salvação eterna: este é o nosso fim. Se o alcançarmos, seremos felizes; se dele nos afastamos, seremos infelizes. Por isso, devemos considerar como verdadeiramente bom o que nos conduz ao nosso fim, e como verdadeiramente mau o que dele nos afasta»: assim escreve São Roberto Belarmino, bispo e doutor da Igreja. O Concílio de Trento terminara há pouco, e a Igreja Católica precisava de ver confirmada e consolidada a sua identidade face à Reforma protestante. A acção do nosso Santo insere-se neste contexto, tendo servido fiel e valorosamente a Igreja ao longo dos últimos decénios do século XVI e primeiros do século XVII. Na sua obra O Gemido da Pomba – «pomba» aqui é a Igreja –, chama vigorosamente o clero e os fiéis a uma reforma pessoal e concreta da própria vida. Com grande clareza e com o exemplo da vida, ensina que não pode haver verdadeira reforma da Igreja, se primeiro não houver a nossa reforma pessoal e a conversão do coração.
***
Amados peregrinos de língua portuguesa, a todos saúdo cordialmente, desejando que este nosso encontro dê frutos de renovação interior, que consolidem a concórdia nas famílias e comunidades cristãs, a bem da justiça e da paz no mundo. Como penhor de graça e paz divina, para vós e vossos queridos, de bom grado vos concedo a Bênção Apostólica.”
Na saudação dirigida aos peregrinos de língua inglesa, Bento XVI lembrou as vítimas do “devastador” sismo na cidade de Christchurch, sul da Nova Zelândia, que já provocou 75 mortos, havendo ainda 300 pessoas dadas como desaparecidas. “Um novo e poderoso terramoto, ainda mais devastador do que o do último Setembro, atingiu a cidade de Christchurch, Nova Zelândia, causando consideráveis perdas de vidas humanas e o desaparecimento de muitos pessoas, já para não falar nos danos dos edifícios”, disse o Papa, que assegurou que os seus pensamentos e orações se dirigem, neste momento, “às pessoas que foram duramente provadas por esta tragédia”. “Peçamos a Deus que alivie o seu sofrimento e apoie os que estão envolvidos nas operações de resgate”, apelou, recordando ainda “todos os que perderam a vida”.
Recordamos que o estado de emergência foi declarado em Christchurch, a segunda mais importante cidade da Nova Zelândia, de 400 mil habitantes, onde se registou terça-feira um sismo de magnitude 6,3 na escala de Richter. Vários edifícios da cidade neozelandesa incendiaram-se depois de ruírem.
No final da audiência, Bento XVI procedeu à bênção da “Chama beneditina da Paz”, no início da respectiva peregrinação anual, desta vez em terras britânicas, para se concluir como sempre nos lugares de nascimento e morte de São Bento, Nórcia e Montecassino, a 21 de morte, festa deste Santo patrono da Europa. Saudando o arcebispo de Spoleto-Nórcia, os abades dos mosteiros de Nórcia e Montecassino e as respectivas autoridades municipais, o Papa agradeceu-lhes a visita, fazendo votos de que esta tradicional iniciativa contribua para reavivar a luz da fé, especialmente na Europa e seja portadora de concórdia e reconciliação”.
A chamada beneditina partirá no dia 1 de Março para Londres, onde será acesa na Abadia anglicana de Westminster, no decurso de uma celebração ecuménica.Antes da audiência geral, no exterior da basílica de São Pedro, Bento XVI procedeu à bênção de uma grande imagem de São Marão, fundador da Igreja maronita, colocada num dos enormes nichos existentes na parte externa da ábside basilical. Presentes o cardeal Nasrallah Pierre Sfeir, patriarca dos Maronitas, assim como o presidente libanês Michel Suleiman, e um grupo de ministros, das diversas confissões. O chefe de Estado do Líbano será recebido em audiência pelo Papa, nesta quinta-feira.
Fonte: Radio Vaticano

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

TU ÉS PEDRO!

"Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja

e as portas do Inferno nunca prevalecerão contra ela.”

Mt 16, 18

Hoje, dia 22 de fevereiro, a Igreja comemora o dia da Cátedra de São Pedro.

Não sabemos bem como se originou esta festa, uma das prováveis hipóteses é que neste dia, os romanos faziam memória de seus mortos e comiam junto de suas sepulturas, ao redor da “cátedra” (cadeira reservada ao defunto, que tinha sido o fundador da família ou do clã, símbolo de sua presença no banquete). A partir do século IV, com o fim das perseguições, os cristãos começaram a se reunir, sempre neste dia, ao redor do sepulcro do apóstolo Pedro e honrar a cátedra do chefe dos Apóstolos, chefe da Igreja de Roma.
Mas é certo que existe uma inscrição, datada de 370 - portanto, há mais de 1.600 anos - atribuída ao Papa São Dâmaso, falando de uma cadeira , dentro do Vaticano, e que é considerada a "cátedra" do Apóstolo Pedro.Hoje, dessa cadeira restam apenas algumas relíquias de madeira, conservadas e honradas, num lugar onde o grande artista Bernini levantou um monumento grandioso, em honra do primeiro Papa, a Basílica de São Pedro.


Escavações, feitas por cientistas de diversas nações, também provam que os restos mortais de São Pedro se encontram debaixo do mesmo Vaticano, que se torna, assim, símbolo de unidade da Igreja. A celebração de festa da Cátedra de São Pedro tem o significado e o apelo à unidade dos cristãos, sob a guia do Papa, representante visível de Cristo.



Fonte: Verbonet.